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Tremor em Marte é o maior já registrado no planeta

Detectado no início do mês, ele é acima da média esperada – e pode ajudar a entender mais sobre a formação de lá.

Por Leo Caparroz 11 Maio 2022, 19h05

A sonda InSight, da NASA, detectou um tremor em Marte de magnitude 5 na escala Richter. É, até agora, o maior terremoto fora da Terra, batendo recorde anterior de 4,2, também em Marte, que aconteceu em 25 de agosto de 2021.

Os Marsquakes (terremotos que acontecem em Marte) não são particularmente violentos e, por isso, podem ser bem difíceis de detectar. Para isso, a InSight é equipada com um sismômetro sensível, que já detectou mais de 1.300 tremores desde seu pouso por lá, em novembro de 2018. Em comparação, 20 mil terremotos são registrados na Terra – por ano.

Por aqui, um terremoto de magnitude 5 seria considerado moderado. Ele causaria pouco dano a construções, e poderia nem ser notado. Contudo, para um planeta com tão pouca atividade sísmica como Marte, é algo bem acima do esperado.

“Desde que colocamos nosso sismômetro, estávamos à espera ‘do grande [tremor]’,” disse em nota Bruce Banerdt, líder da missão InSight. “Ele com certeza vai prover uma visão sem igual sobre o planeta. Cientistas usarão esses dados para aprender coisas novas sobre Marte durante anos”.

Ilustração da espaçonave InSight.
Representação da sonda InSight em solo marciano NASA/JPL-Caltech/Reprodução
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Na Terra, um dos responsáveis pelos terremotos é o fenômeno conhecido como tectônica de placas. A superfície do nosso planeta não é uniforme. Na verdade, trata-se de imensos pedaços de pedra sobre um manto pastoso e superaquecido, formado de rochas derretidas. São como bolachas flutuando em mingau quente. As placas se movimentam e, de vez em quando, chocam-se. Eis o terremoto.

Quanto mais perto do ponto de impacto (o epicentro), mais destruidor é o terremoto. É por isso que o Brasil, que se localiza no centro de uma grande placa, a Placa Sul-Americana, Brasil raramente sente tremores. E quando eles ocorrem, costumam ser leves.

Contudo, Marte não possui placas tectônicas. Os marsquakes ocorrem quando a crosta esfria (e se contrai), quando o magma cria pressão debaixo do solo e até com o impacto de meteoritos.

As ondas sísmicas geradas pelo tremor se propagam pelo interior de Marte. Os cientistas estudam a maneira com que essas ondas se comportam e podem usá-las para determinar a composição do planeta vermelho. Esse conhecimento pode ser posteriormente aplicado aos outros corpos rochosos (Mercúrio, Vênus, Terra e até a Lua) e ajudar a entender mais sobre suas origens e formações.

A detecção foi feita a tempo do inverno marciano, quando mais poeira preenche o ar e dificulta a produção de energia da sonda – que funciona com painéis solares. Quando isso acontece, ela se coloca em uma espécie de “hibernação”, onde apenas as funções essenciais ficam ligadas.

A missão InSight deveria ter sido encerrada em 2020, após o cumprimento das metas iniciais. Contudo, a NASA decidiu estender a duração até dezembro de 2022.

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