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Bruno Garattoni

Por Bruno Garattoni
Vencedor de 15 prêmios de Jornalismo. Editor da Super.
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Robôs do Google aprendem a se comunicar -secretamente- entre si

Os pesquisadores do Google Brain (a divisão de inteligência artificial da empresa) criaram três softwares-robôs, que foram batizados de Alice, Bob e Eve e tinham missões definidas: Alice deveria mandar uma mensagem criptografada para Bob, que deveria ser capaz de decodificá-la – driblando a espionagem de Eve, cujo objetivo era interceptar e ler a mensagem. […]

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Atualizado em 21 dez 2016, 09h44 - Publicado em 28 out 2016, 15h00

Robôs-Google-aprendem-a-falar -secretamente- entre-siOs pesquisadores do Google Brain (a divisão de inteligência artificial da empresa) criaram três softwares-robôs, que foram batizados de Alice, Bob e Eve e tinham missões definidas: Alice deveria mandar uma mensagem criptografada para Bob, que deveria ser capaz de decodificá-la – driblando a espionagem de Eve, cujo objetivo era interceptar e ler a mensagem. Só que nenhum deles foi ensinado a fazer nada disso.

Usando técnicas de rede neural (tipo de inteligência artificial em que o robô aprende sozinho, por tentativa e erro, a executar uma determinada tarefa), Alice e Bob desenvolveram seu próprio método de criptografia e se comunicaram de forma totalmente confidencial, sem que Eve pudesse decodificar as informações. Pela primeira vez na história, duas entidades de inteligência artificial conseguiram criar, sozinhas, um meio para se comunicar de forma secreta.

É um avanço extraordinário – que também pode soar preocupante. Máquinas inteligentes conversando secretamente entre si mesmas, sem que a humanidade possa saber o que estão tramando, daria um belo roteiro para uma distopia de ficção científica. Mas, na vida real, não precisa ser assim. Primeiro, porque máquinas inteligentes não irão evoluir, necessariamente, contra a humanidade. Segundo, porque basta projetar os sistemas de inteligência artificial com salvaguardas, ou seja, mecanismos de segurança que sempre permitam intervenção humana nas máquinas. Mesmo que essa intervenção seja a mais banal de todas: desligá-las da tomada.

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