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Notícias e curiosidades do mundo dos videogames

As empresas de games escutam nossas opiniões?

Por Lucas Patricio
11 jul 2014, 14h06 • Atualizado em 3 set 2024, 10h13
  • Quando a trilogia de Mass Effect chegou ao fim, em 2012, uma enorme discussão tomou conta da internet: jogadores estavam indignados com o final da história e se movimentaram para exigir um novo desfecho.

    Eram milhares de mensagens postadas nos fóruns oficiais e em sites sobre como os usuários gostariam que Mass Effect 3 terminasse – sem falar nas centenas de zoações também, claro.

    Acontece que a pressão foi tão grande que a Bioware, produtora do Mass Effect, de fato lançou um final alternativo meses depois. Vitória dos jogadores?

    Me perguntaram se as empresas realmente escutam o que os jogadores falam. Eu tenho essa resposta na ponta da língua: sim, eles escutam absolutamente tudo que nós pensamos sobre seus jogos. Mas isso não significa que eles concordam ou vão realizar nossos desejos.

    Dentro de cada produtora de games existem pessoas responsáveis por pesquisar o que os jogadores estão falando sobre seus games. Essas informações são usadas para detectar problemas, lançar correções e também descobrir como melhorar nos próximos jogos.

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    Quando você acha um absurdo que o jogo não tem aviões (tomando como exemplo uma reclamação recorrente sobre Watch Dogs), alguém na empresa vai escutar o que você está dizendo. Mas isso não significa que eles vão adicionar aviões. Isso porque pequenos detalhes como esse não são tão pequenos quando falamos da produção de um jogo.

    No caso do avião, para seguir com o exemplo, é um caso de decisão de design. Ou seja, na hora que os produtores imaginaram o jogo eles decidiram seguir um caminho que fizesse sentido para a ideia que tinham em mente. No caso de Watch Dogs a liberdade não é o principal objetivo do design. Os fãs pedem aviões porque em jogos de estilo semelhantes, como GTA V, isso faz sentido. Mas é preciso entender que jogos são sempre muito diferentes, por mais parecidos que pareçam ser. Há alguns meses entrevistei Thomas Geffroyd, Diretor de Marca de Watch Dogs, e perguntei exatamente sobre a questão dos aviões. A resposta foi simples: não fazia sentido. Pode até parecer ser divertido, mas se o jogo não é construído para isso, a experiência vai da diversão direto para a frustração.

    Outro ponto da discussão é o direito que o consumidor tem de exigir mudanças numa obra intelectual, ou seja, será que temos o direito de exigir que o autor de um livro mude o final só porque não gostamos? Ou será que um argumento pode validar essa atitude? No caso de Mass Effect 3 a discussão foi longe e o que ficou de aprendizado é que nossa voz é ativa. A razão dos nossos argumentos, no entanto, passa por um juízo que leva em conta interesses da empresa e conhecimentos que muitas vezes faltam aos jogadores.

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