De onde vem a expressão “ossos do ofício”?
A frase preferida dos médicos que precisam fazer plantão no Natal.
Antes que o tamanho A4 se tornasse popular no reino dos papéis de escritório e entre estudantes, o mais usado era o papel-ofício, um pouco maior: tem 35 cm de altura contra 29,7 cm do A4. Antigamente, para deixar essas folhas branquinhas, os fabricantes usavam pó de tutano, substância que existe no interior dos ossos do corpo e tem propriedades alvejantes.
Mas imagine você precisar extrair, numa quantidade absurda, um material de dentro de ossos para conseguir esse branqueamento do papel… Era um processo lento e exaustivo. Algo que ninguém gostaria de fazer, mas havia quem fizesse porque era parte do trabalho.
De acordo com o folclorista Câmara Cascudo (1898-1986), foi daí que surgiu a expressão: alude a algo desagradável inerente a uma tarefa ou profissão. Como no caso de médicos que precisam fazer plantão no Natal. Ou motoboys que saem para suas entregas debaixo de chuva forte.
Pergunta de @dusampaio_, via Instagram






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