Existe alguma diferença entre lã, pêlo e cabelo?
Pelos e cabelos são variações da mesma coisa. A lã, por outro lado, tem diferenças mais significativas.
Para responder, precisamos de uma breve introdução à anatomia capilar. Um fio de queratina tem três partes concêntricas: a medula (que é o miolo do fio), o córtex (a camada intermediária, que dá cor ao fio) e a cutícula (o revestimento exterior do fio, que é translúcido).
Cabelos humanos e as pelagens grossas de outros mamíferos sempre têm as três. Já os pelos mais fininhos e ralos podem ter pouca ou nenhuma medula, e levam menos queratina na composição. Tudo depende da região do corpo e do DNA de cada pessoa.
O tamanho máximo que cada pelo pode atingir vem programado geneticamente – a seleção natural manteve os pelos da nossa cabeça mais compridos porque eles são uma ótima proteção contra o Sol.
Por sua vez, a lã, presente em ovelhas, alpacas e afins, está no extremo mais frágil desse gradiente: trata-se de um fio mais fino e elástico que os cabelos e pelinhos humanos, que geralmente não contêm medula.
Além disso, sua cutícula é irregular, enquanto a do cabelo é lisinha, o que muda a textura ao toque. Por fim, a lã tem a peculiaridade de nunca parar de crescer – ovelhas perdidas se tornam nuvenzinhas imensas e precisam de ajuda veterinária para a tosa.
Ovelhas selvagens, originalmente, tinham pouca lã: esse tipo de revestimento foi selecionado artificialmente pelo ser humano.
Fonte: (1) Sérgio Muñoz, Coordenador do programa de certificação de lã gaúcha da ARCO; Veterinary Science Hub; Jefferson Bettini, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).
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