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Por que tantas construções antigas têm gárgulas?

Essas criaturas medonhas têm funções práticas e também simbólicas.

Por Maria Clara Rossini 9 abr 2026, 13h00 • Atualizado em 9 abr 2026, 15h32
  • Elas fazem parte do sistema de escoamento de água dos telhados. O nome deriva do francês antigo gargouille (“garganta”), em referência à estrutura por onde o líquido passa. As calhas dos prédios conduzem a chuva até as gárgulas, que despejam a água através de um orifício na boca. Isso evita que a água escorra pela lateral do prédio e danifique a estrutura com o passar do tempo.

    (Se você já assistiu à animação O Corcunda de Notre-Dame, da Disney, talvez se lembre desta cena, em que chumbo derretido é despejado pelas ruas de Paris por meio das bocas das gárgulas).

    A drenagem era especialmente importante nas construções góticas na Europa dos séculos 12 ao 16, pois a arquitetura ornamentada adicionava mais pontos em que a água poderia se acumular e erodir a estrutura. As gárgulas cumpriam a função prática de escoar a água e ainda faziam sentido com o estilo arquitetônico.

    A ideia de se usar criaturas grotescas para ornamentar o sistema de drenagem está relacionada ao apotropismo, um conceito que se refere ao uso de gestos, rituais ou imagens para afastar o mal. A lógica é combater fogo com fogo: usar monstros para afugentar espíritos ruins e proteger o interior do edifício.

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    Elas também serviam para educar os fiéis por meio do medo: mostrar os terrores do mundo reforçava a importância de procurar a salvação por meio da Igreja.

    Embora as gárgulas tenham se popularizado em construções do período medieval, já existiam sistemas de escoamento com rostos de animais desde a Antiguidade. Um exemplo são as bicas de água em formato de rosto leão presentes no Templo de Zeus, construído no século 5 a.C.

    Com o tempo, essas estruturas monstruosas e muitas vezes humorísticas passaram a ser usadas na arquitetura não para o escoamento de água, mas apenas para ornamentação. A gárgula mais famosa da Catedral de Notre-Dame, chamada Le Stryge, não é uma gárgula no sentido original da coisa, já que ela não está ligada ao sistema de escoamento. Trata-se de uma estátua com o queixo apoiado nas mãos, de boca fechada, olhando para o horizonte. Apesar de serem chamadas de “gárgulas”, o nome dessas criaturas é “quimeras” ou “grotescos”.

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