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Design pode fazer você feliz

Por Redação Super
23 nov 2010, 15h20 • Atualizado em 19 ago 2024, 14h40
  • Hoje, Stefan Sagmeister esteve aqui na Abril conversando com a gente. Ele está para o design como o Paul McCartney está para a música.


    Você leitor, talvez não o conheça, mas certamente lembra de alguns dos trabalhos dele:


    Stefan nos conta que de 7 em 7 anos ele fecha seu estúdio em Nova York e tira um sabático de um ano. Da primeira vez, conta que ficou 3 dias na praia e depois não conseguiu mais. Por isso, transformou esse período num tempo para pensar na vida, meditar, e isso acabou sendo o combustível para o seu trabalho.

    Durante esse tempo, desenvolve projetos pessoais que mais tarde acabam servindo  de inspiração para trabalhos contratados.

    Ele acredita que a ideia do artista como uma pessoa deprimida, triste e infeliz é mito, que o designer pode e deve ser feliz para fazer um bom trabalho.

    Para ele, a busca da felicidade não está apenas na sorte mas é baseada também nas nossas próprias escolhas e decisões. E é difícil desenvolver um projeto relevante quando não há envolvimento do designer com o que ele faz.

    Além disso, nos contou também que design é uma linguagem, e que por isso, não precisa ser usado apenas para fazer propaganda. “É como se eu aprendesse português e só falasse sobre propaganda, venda, essas coisas”, disse. (Pense no design como uma língua e aprenda a comunicar-se através dela.)

    Parece difícil acreditar que alguém possa deixar de trabalhar durante um ano da vida e justamente nestes anos decidir e fazer as melhores decisões de sua vida. Seja descobrindo linguagens ou quebrando as vantagens de “ficar sem se fazer nada”. Sagmeister sabe e soube tirar proveito de sua profissão, justamente saindo dela.

    Saímos da palestra inspirados a mais uma vez tentar enxergar o diferente dentro do igual. E desta vez estamos falando da nossa profissão. E não é muito dizer que esta filosofia serve para qualquer outra área. Quando se quebra algo que por si seria limitado, pode se encontrar maneiras infinitas de se resolver e principalmente encontrar a si mesmo, em um caminho que se sincero com nossas convicções, despido de liberdade e conceito, acaba por nos tornar felizes. Tanto no processo quanto no resultado.

    No design gráfico por exemplo, podemos sair do lugar comum e levar o mesmo esmero criativo que temos na hora de escolher uma tipologia, para a rua e desenhar uma mensagem lá usando o próprio ambiente como suporte. E esta mensagem ainda pode passar por um ideal que apreendemos durante um processo de distanciamento de nossos próprios jargões.

    Acostumamos a viver uma rotina cheia de padrões e acabamos por manter uma certa visão, que geralmente apoiada por hierarquias mantêm o “mais do mesmo” limitado simplesmente, no nosso caso, ao design gráfico. É como aprender inglês de negócios e sabermos falar somente sobre isto sem levá-lo para o cotidiano.

    Sagmeister fala que ao dar o direito da certeza para todos, podemos nos libertar e aplicar ideias que acreditamos, em meio por exemplo para a propaganda. Foi inspirador aprender a visão de um profissional que mistura psicologia com amarelo, metal com tipografia e que ainda mantêm a coragem de se arriscar; aquela mesma que ele teve quando cortou seu próprio corpo com giletes para passar a sua mensagem.


    Saiba mais sobre Stefan Sagmeister:
    Sagmeister Inc.
    Palestra no TED: The power of time off
    Palestra no TED: Yes, design can make you happy
    Wikipedia
    Design Museum NYC
    Artigo no NYTimes

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