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7 fatos sobre a superbactéria

Por Ana Carolina Prado
29 out 2010, 15h48 • Atualizado em 21 dez 2016, 10h13
  • klebsiella_pneumoniae_01

    Não deu nem tempo de sentir alívio com o fim da pandemia da gripe A, anunciada pela OMS em agosto e que matou quase 19 mil pessoas no mundo. Agora tem uma superbactéria que, dizem, está querendo tocar o terror. Não há números exatos de infecção no Brasil, mas o Distrito Federal é o que apresenta a situação mais complicada. Segundo a secretaria de saúde do DF, até 22 de outubro havia 194 casos de infecções e 18 mortes. Em São Paulo, foram 70 casos, com 24 mortes.

    Mas não é preciso se apavorar. A SUPER listou 7 fatos para você entender qual é a dessa bactéria – e ajudar a acalmar os ânimos.

    1- A bactéria é super RESISTENTE, não super DESTRUIDORA
    A superbactéria não ganhou esse apelido (o nome dela é Klebsiella pneumoniae carbapenemase, ou KCP) por causa de algum poder extraordinário de destruição. Muito menos porque vai contaminar geral. O fato é que elas são resistentes a diversos tipos de antibióticos – e é por isso que os médicos usam o termo “multirresistente” para se referir a ela. Mas esse não é privilégio exclusivo dessa bactéria: outras, como a Escherichia coli (causadora de apendicite, infecção urinária e meningite, entre outras doenças), também têm essa capacidade e são tão ou mais numerosas (e perigosas) que a KCP.

    2- A KPC não apareceu só agora
    A superbactéria foi encontrada pela primeira vez em um hospital dos Estados Unidos em 2001 e há registros de casos de infecção no Brasil desde 2005. O gene capaz de dar resistência à bactéria hoje existe em vários lugares do mundo. Mas por que se fala tanto da dita-cuja agora? Segundo a médica infectologista Denise Brandão de Assis, diretora da divisão de infecção hospitalar do centro de vigilância epidemiológica da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, isso talvez se deva a uma melhora na detecção dessas infecções, e pode não significar que elas existam em maior quantidade agora.

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    3- Por enquanto, você só pode se contaminar em hospitais – e se já estiver bem doente
    Você pode ficar tranquilo: o contágio por essa bactéria está restrito ao ambiente hospitalar e a pessoas que já estão internadas com alguma doença grave e passando por algum tipo de tratamento invasivo – na maioria das vezes, pacientes que estão em UTIs. Portanto, quem está bem de saúde não corre riscos significativos e pode até acompanhar ou visitar doentes em hospitais.

    4- A superbactéria não é incurável
    Ok, a KCP é resistente a várias classes de antibióticos geralmente usadas para tratar infecções graves – mas não a todas. Ainda há opções, como os aminoglicosídeos, a polimixina e a tigeciclina, que agem de maneira diferente sobre a bactéria. É verdade que houve mortes, mas não se pode dizer se elas estão relacionadas à infecção ou ao fato de esses pacientes já estarem com uma saúde bem debilitada. O tratamento, em geral, dura 14 dias – em média, o mesmo tempo necessário para outras infecções.

    5- Quem costuma tomar medicamentos por conta própria pode contribuir para a proliferação de bactérias mais resistentes

    antibiotico-superbacteria

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    Se você é daqueles que tomam antibiótico sem orientação médica ou interrompem o tratamento antes do tempo recomendado, saiba que também é responsável pela proliferação de superbactérias. Com os antibióticos, as mais fracas morrem. Mas podem existir outras capazes de resistir, graças a mutações genéticas naturais. Ao tomar o remédio de qualquer jeito, você, cidadão de bem, acaba contribuindo para selecionar as linhagens mais resistentes e permitir que se multipliquem, podendo fazer um estrago depois. Porém, justiça seja feita: o uso indiscriminado de remédio é apenas uma das causas. As próprias bactérias, independente disso, acabam desenvolvendo mecanismos de resistência.

    6- Para evitar o contágio, lave a mão

    mascara

    Não, dessa vez não é preciso comprar máscaras e luvas para se proteger! A forma mais eficaz de evitar a transmissão de superbactérias não poderia ser mais simples (e não passa de algo que deveria ser obrigação de todo mundo): lavar as mãos. As pragas são levadas de um doente a outro principalmente através das mãos dos profissionais da saúde (médicos, enfermeiras, auxiliares etc), que muitas vezes, acabam não lavando as mãos com a frequência necessária – seja por negligência, esquecimento ou falta de tempo mesmo.

    7- O governo está tomando medidas
    A ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, vai tentar diminuir a comercialização indiscriminada de antibióticos ao estabelecer uma nova norma obrigando as farmácias a reterem uma cópia da receita médica. Isso não terá grande impacto na bactéria KPC especificamente, já que ela já é resistente a esses medicamentos. Mas evitará o surgimento de outras superbactérias. Além disso, os hospitais serão obrigados a colocar álcool em gel em salas onde há pacientes e os estados e municípios deverão notificar todos os casos de microrganismos multirresistentes que encontrarem (normalmente, casos de infecção hospitalar não precisam ser relatados às secretarias de saúde).

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