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8 perguntas curiosas sobre camisinha e outros métodos contraceptivos

Espera um pouquinho aí, camisinha com sabor engorda?

Por Da Redação Atualizado em 7 fev 2019, 15h21 - Publicado em 2 fev 2013, 22h00

1. Camisinha tira a sensibilidade?

Minimamente. Camisinhas mais grossas são inclusive prescritas no tratamento de ejaculação precoce. A maioria dos modelos ultrafinos que você acha na farmácia, no entanto, tornam a diferença imperceptível.

2. Preservativo com sabor engorda?

Não, porque não tem calorias, apenas um tipo de flavorizante. Já os géis, as calcinhas e as cuecas comestíveis, feitas de gelatina, podem conter até 10 calorias, quantidade incapaz de causar ganho de peso ou obrigá-lo a maneirar na pizza. O gasto calórico do ato sexual (por mais moderado que seja) compensa o que se ingere.

  • 3. Se a camisinha escapar dentro do canal vaginal, pode chegar ao útero?

    Não, mas o esperma que há dentro dela chega. O orifício de comunicação do útero com a vagina é muito estreito. A camisinha que escapou fica no canal – se não puder ser retirada com o dedo, é preciso ir até o médico para que ele a remova.

    4. Como as camisinhas são testadas pelos fabricantes?

    Elas enfrentam verdadeiras sessões de tortura. A borracha sofre um processo de vulcanização para ficar ultraelástica sem perder a resistência, e recebe compostos químicos. Depois é colocada sobre moldes de vidro e seca. Todas são testadas eletronicamente. Outras são escolhidas aleatoriamente para passar por mais testes – se uma é reprovada, o lote vai junto.

    A seguir, conheça alguns dos testes que são feitos:

    Eletrocutadas

    Todas passam por uma máquina que aplica nelas uma corrente elétrica. Se a energia não percorrer a superfície, sinal de que não há furinhos.

    Infladas

    Outro teste é o de insuflação: a camisinha tem que aguentar mais de 25 litros de ar. Se estourar em algum momento do processo, o lote é descartado.

    Afogadas

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    Elas recebem água e são torcidas na ponta para o líquido não escapar. Depois, são enroladas em papel absorvente. Se ele umedecer, é porque as candidatas são uma furada.

    Cozidas

    Dentro de uma estufa de camisinhas, 72 horas passam devagar: equivalem a cinco anos de vida delas. É o teste de envelhecimento ou durabilidade.

    5. Preservativos podem causar alergia?

    Elas podem desencadear o processo em pessoas alérgicas ao látex. “Mas não é muito comum. Quando surge a irritação, normalmente é porque a camisinha escolhida não se adapta bem ao pênis e gera atrito excessivo”, diz Wagner Ávila, urologista da Sociedade Brasileira de Urologia.

    Lubrificantes e componentes que dão sabor também podem causar o problema. Diversas marcas produzem linhas antialérgicas, que levam, no lugar do látex, alguns tipos de borracha sintética.

    6. Qual o método contraceptivo mais seguro?

    Entram vários nesse grupo – os que inibem a ovulação, como pílula, anel vaginal, adesivo, DIU com progesterona, implante e injeções hormonais. Mas a eficácia vai depender do uso correto. Por isso, aqueles que não são vulneráveis ao erro humano (ou seja, que não precisam que o usuário tome o remédio sem esquecer, sempre no mesmo dia) tendem a ser, na prática, mais garantidos.

    7. A pílula do dia seguinte deixa de ter efeito conforme o uso?

    Não é que deixa de ter efeito. O uso constante provoca a irregularidade do ciclo menstrual e, por isso, dificulta o monitoramento do período fértil e a chance de gravidez aumenta.

    A anticoncepção de emergência, eficaz quando tomada até 72 horas depois do coito desprotegido, deve ser usada só como recurso devido a um descuido – e não como hábito.

  • 8. Espermicidas prejudicam a fertilidade?

    Não, porque eles atuam localmente, imobilizando e destruindo apenas os espermatozoides já liberados na ejaculação. E têm um tempo muito curto de ação (são minutos), que varia de acordo com o fabricante.

    Índice de gravidez

    Seguindo à risca o que mandam o médico e a bula, a chance de engravidar com estes métodos é a seguinte:

    Implante – 0,05%
    Pílulas combinadas – 0,3%
    Pílulas de progestagênio – 0,3%
    Adesivos – 0,3%
    Anel vaginal – 0,3%
    Injeções mensais – 0,3%
    Camisinha – 2%
    Pílula do dia seguinte – 2%
    Tabelinha – 2 a 5%
    Coito interrompido – 4%
    Espermicida isolado – 18%

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