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O homem-arquivo

Conheça Gordon Bell, o cientista da Microsoft que pendurou uma câmera no pescoço e registrou toda a sua vida

Por Redação Superinteressante Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
26 fev 2011, 22h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h45
  • Texto Enrique Tordesilhas

    É mais fácil expandir a memória de um computador que a do cérebro humano. Foi isso que motivou o pesquisador de 75 anos Gordon Bell, da Microsoft, a começar a registrar toda a sua vida em memória digital. A experiência agora virou livro: o recém-lançado Total Recall (“Lembrança Total”), coescrito por seu parceiro no projeto MyLifeBits, Jim Gemmel, e inédito no Brasil.

    Para gravar 221 mil sites visitados, 156 mil e-mails, 56 mil fotos, 18 mil documentos, 2 mil ligações telefônicas e 7 mil músicas ouvidas, Bell rodeou seu corpo e sua vida com várias traquitanas – entre elas, uma câmera que ficou pendurada em seu pescoço o tempo todo e equipamentos biométricos que captavam o batimento cardíaco.

    A principal sacada de Bell é que gravar tudo é moleza. O problema é encontrar o que está gravado. A solução foi misturar todos os dados em uma base única, indexando com descrições e tags. Assim, se Bell vai ao médico, consegue localizar facilmente o seu histórico cardíaco, por exemplo.

    Ao mesmo tempo em que pode ajudar a diagnosticar uma doença, o projeto levanta questões éticas sobre a privacidade de Bell e das pessoas com quem se envolveu durante a pesquisa. Afinal, com o registro constante, fica mais difícil mentir, por exemplo, porque tudo está registrado e pode ser confirmado depois.

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    Mas o pesquisador não tem dúvida de que a experiência vale a pena. Afinal, sem ter a preocupação de memorizar tudo o que acontece, o homem estaria pronto para se dedicar àquilo que Bell crê ser a sua maior vocação: a criatividade.

     

    + Pela boca
    De novo, a mais recente rodada de pesquisas garante: comer bem (frutas, verduras e poucas gorduras) e fazer exercícios moderados beneficia o cérebro. A novidade é que isso pode ajudar a prevenir até a doença de Alzheimer.

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    + Cão sapecão
    A Universidade de Wisconsin-Madison, nos EUA, liberou cachorros no campus. A ideia é que os animais reduzam o estresse dos alunos, que deverão melhorar as notas depois de tirarem intervalos para brincar com os bichos e rir um pouco ao ar livre.

     

     

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