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Precisamos falar sobre transexualidade

Por Thaís Zimmer Martins Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 jul 2015, 19h00 • Atualizado em 14 jun 2017, 23h49
  • A transexual Renata Peron estava na praça da República, em 2007, quando foi agredida por nove rapazes. Os resultados dessa agressão estão presentes até hoje: um dos golpes fez com que perdesse um rim. Diariamente, ela precisa beber três litros de água, não consumir carne, além de outros cuidados.

    Infelizmente, histórias como a de Renata são frequentes. Entre janeiro e abril de 2015, foram registradas 356 denúncias de violações de direitos humanos entre a população LGBT no País. Em 2014, o número total de denúncias chegou a 1.013.

    “Sem medo de errar eu falo pra você: eu não conheço ninguém que não tenha sido agredido”, revelou Thais Azevedo, transexual entrevistada pela SUPER. “Você morre porque você é travesti. Você morre porque você é gay. Você morre porque você é transexual. É por isso que você morre”, lamentou Renata.

    De acordo com um o relatório divulgado pelo Grupo Gay da Bahia, 312 gays, lésbicas e travestis foram assassinados no Brasil no ano passado. Isso significa que é uma morte a cada 28 horas. O Brasil é campeão mundial de crimes homotransfóbicos: 40% dos assassinatos de pessoas LGBT ocorreram no País. Por quê? E por que falamos tão pouco sobre isso?

    Renata e Thais fazem parte de centros que lutam pela diversidade. Devido à agressão sofrida, Renata fundou a Associação Centro de Apoio e Inclusão Social de Travestis e Transexuais (CAIS). Após anos de dedicação a pacientes com HIV, a técnica de enfermagem Thais trabalha atualmente como socio-educadora no Centro de Referência e Defesa da Diversidade (CRD), fundado em 2008.

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    Assista à entrevista completa com Renata Peron:

    Assista à entrevista completa com Thais Azevedo:

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