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Você é esquecido? Um exercício mental simples pode ajudar

Uma estratégia de memória desenvolvida por um paciente com amnésia usa a ideia de ação e reação para te ajudar a lembrar de coisas importantes

Por Vanessa Barbosa, de Exame.com 14 ago 2017, 10h48

A previsão do tempo indica que vai chover à tarde e, antes de sair de casa, você pensa que não pode esquecer de levar o guarda-chuva. Horas depois, cai o toró e, ops, nada de guarda-chuva, você o esqueceu.

Para afiar a memória, da próxima vez que você checar a previsão do tempo sobre a possibilidade de chuva, faça o seguinte exercício mental: imagine que colocou o guarda-chuva bem na entrada da porta, impedindo de fechá-la.

Segundo uma nova pesquisa científica, este simples exercício mental pode impedir que você saia de casa sem um guarda-chuva.

Imaginar uma ação entre dois objetos (o guarda-chuva sendo colocado na entrada da porta) e uma consequência potencial (não sendo capaz de fechar a porta) pode ajudar as pessoas a melhorar sua memória em relação a eles, de acordo com um recente estudo publicado no jornal científico Memory & Cognition.

Esta descoberta é parte de um estudo aprofundado sobre uma estratégia de memória que foi usada por um indivíduo com amnésia, que conseguiu criar novas memórias apesar de sua condição.

Uma melhor compreensão desta estratégia poderia permitir que ela fosse usada na reabilitação de memória personalizada para ajudar os idosos e aqueles com amnésia a ignorar as lacunas em suas habilidades, segundo Jennifer Ryan, cientista sênior do Rotman Research Institute de Baycrest.

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“Pesquisas anteriores mostraram que imaginar dois objetos que se fundem em uma só imagem também ajuda as pessoas a lidar com esses déficits de memória, mas nosso trabalho demonstrou que a compreensão da relação entre os dois itens também é importante”, diz Ryan, que também é psicóloga e professora de psiquiatria da Universidade de Toronto.

“Nós sabemos que a função cognitiva é prejudicada durante o envelhecimento e esta estratégia pode ser uma solução alternativa para problemas de memória menores, dependendo do que você precisa alcançar”.

O estudo avaliou o desempenho de 80 idosos saudáveis (entre 61 e 88 anos) em uma tarefa de memória, usando várias técnicas, dentre as quais a de imaginar uma relação de ação e reação se mostrou mais bem sucedida.

“Não há uma estratégia única que conserte sua memória, mas um método pode ser mais adequado do que outro”, diz Ryan.

Com financiamento adicional, os pesquisadores poderiam explorar a incorporação desta estratégia de memória com um programa personalizado de reabilitação cerebral para pessoas mais idosas.

Conteúdo publicado originalmente em Exame.com

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