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Audiência: Ouro no ar

A indústria do entretenimento é um dos negócios mais lucrativos do planeta.

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h45 - Publicado em 30 nov 1999, 22h00

A televisão é o carro-chefe de um negócio bilionário que inclui o cinema, a música, o videocassete, a Internet, os jornais e as revistas. No mundo do entretenimento em escala industrial, não há lugar para peixes pequenos (veja, no quadro à direita, as maiores empresas do setor). Desde que, na década de 80, os Estados Unidos revogaram as leis que proibiam a formação de monopólios de comunicações, a palavra de ordem no setor tem sido a da integração vertical, ou seja, a formação de conglomerados que reúnem todos os tipos de mídia. As fusões e aquisições de empresas se sucedem, envolvendo quantias estonteantes. Em setembro de 1999, a TV CBS, líder de audiência nos Estados Unidos, foi comprada, por 35 bilhões de dólares, pela Viacom, dona de uma operadora de TV a cabo, da produtora de filmes Paramount e da rede de videolocadoras Blockbuster. Sua principal concorrente, a rede ABC, já integra desde 1996 o Grupo Disney. A americana RCA, que já foi a maior empresa de comunicações do mundo, hoje pertence ao grupo alemão Bertelsmann.

“Nós estamos presenciando a criação de um oligopólio global”, comentou o americano Christopher Dixon, diretor de pesquisas em mídia da corretora PaineWebber, em entrevista à revista inglesa The Economist. “O que já aconteceu no início do século com o petróleo e com os automóveis está ocorrendo agora com o negócio do entretenimento.”

Guerra ao vivo

A guerra não é mais a mesma desde a chegada das câmeras de televisão. Na do Vietnã (1963-1975), as imagens dos soldados mortos, exibidas diariamente nos noticiários, convenceram a opinião pública dos Estados Unidos a pressionar o governo americano pela retirada das tropas, o que acabou acontecendo, em 1973. No início de 1991, as televisões ocidentais ajudaram a dar respaldo popular à operação militar liderada pelos Estados Unidos contra o Iraque, que havia invadido o vizinho Kuwait. Vista pela TV, a Guerra do Golfo parecia um divertido videogame, e não um confronto sangrento, com milhares de mortos.

Hegemonia global

No Brasil, a maior fatia da audiência é a da Globo.

As primeiras emissoras brasileiras de TV ou não existem mais – como a Tupi e a Excelsior – ou mudaram de dono, como a Record. Desde a década de 70, a liderança no setor pertence à Rede Globo, que surgiu em 1965 de uma associação entre Roberto Marinho e o grupo americano Time-Life. Essa hegemonia é ameaçada, em alguns horários, pelo SBT (Sistema Brasileira de Televisão), fundado em 1981 por Sílvio Santos.

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