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Livro da semana: “Um Universo que veio do nada”, de Lawrence Krauss

Por que existe algo em vez de nada? Na obra, Lawrence Krauss passeia pela vanguarda da física teórica para entender porque tudo não é uma mera ausência.

Por Bruno Vaiano - Atualizado em 16 out 2020, 15h48 - Publicado em 14 out 2020, 13h46
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Nossos melhores modelos cosmológicos permitem afirmar que o Universo, no passado, era mais quente e denso do que é hoje. O cosmos está em expansão neste exato momento. E com a taxa de expansão atual em mãos, é possível calcular detalhadamente a sequência de eventos que nos trouxe até aqui.

O físicos, porém, não têmbases empíricas para afirmar algo sobre o fenômeno que deu origem a essa semente – a semente que cresceu e deu origem ao amplo cenário do espaço-tempo; ao palco em que as leis da física constroem tudo que conhecemos. Por que existe algo em vez de nada?

Estamos falando de um nada mais vazio que o próprio vácuo. O evento de expansão inicial do cosmos não aconteceu em um lugar, porque o espaço não existia naquela época. (Ou melhor: que época? Afinal, também não havia um tempo que pudesse passar).

Ninguém poderia, nem hipoteticamente, pegar uma cadeirinha e sentar do lado de fora do Universo para assistir à sua expansão, porque fora do cosmos não há lugar. O espaço-tempo não está crescendo para ocupar um vácuo maior, porque não existe um lado de fora. Todos os lugares que existem são criados conforme o próprio Universo se expande.

Em “Um Universo que veio do nada”, Lawrence Krauss explora de maneira concisa as veredas pelas quais a vanguarda da física se embrenha na tentativa de  entender o que havia antes de haver alguma coisa. O livro certo para quem quer olhar as estrelas de um jeito diferente antes de dormir.

Esse é o #SuperLivros. Todos os domingos, a SUPER recomenda uma obra que inspira nossos redatores a escrever o conteúdo que você acompanha na revista impressa, no nosso site e nas redes sociais. Até o próximo final de semana.

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