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O que esperar de Frozen 2

A SUPER já viu o novo filme e não, Elsa não tem uma namorada, mas vira quase uma heroína Marvel.

Por Ingrid Luisa 26 nov 2019, 20h18 | Atualizado em 2 jul 2026, 17h09
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Frozen, de 2013, foi um fenômeno bilionário que nem a própria Disney esperava. Continuando a tendência de lançar princesas em filmes de aventura, o que pode atrair tanto meninas quanto meninos (como Enrolados, por exemplo), o filme acabou se tornando a produção mais bem recebida desde o renascimento do estúdio de animação: foi o primeiro desenho a bater a marca do 1 bilhão de dólares em bilheteria, ganhou diversos prêmios como Oscar e Globo de Ouro e lançou o onipresente hit “Let it Go” – para você ter uma ideia, a trilha sonora de Frozen vendeu 3 milhões de cópias e reinou durante 23 semanas seguidas no primeiro lugar dos álbuns mais vendidos da Billboard.

Com esse fenômeno nas mãos, era óbvio que o sucesso se tornaria uma franquia – e, em 2015, foi anunciado Frozen 2. Após 6 anos de espera, e em meio a trailers enigmáticos e rumores sobre qual seria a próxima música a ficar na cabeça de todo mundo, o filme finalmente estreou nos EUA batendo recordes: superando O Rei Leão, Frozen 2 se tornou a maior bilheteria de abertura de uma animação, com 350 milhões de dólares arrecadados em seu primeiro fim de semana.

Por aqui, o filme só chega em janeiro, mas a SUPER já viu e traz algumas das principais novidades que prometem tornar essa sequência tão memorável quanto o filme original.

Elsa se consagra como uma super-heroína

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(Disney/Reprodução)

Na trama da continuação, a rainha Elsa vive em paz com sua irmã Anna, Olaf, Kristoff e Sven no reino de Arendelle. Mas a aparição de uma estranha voz coincide com um ataque sobrenatural ao reino, o que acaba obrigando a população a sair de lá.

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As irmãs entendem que a voz é a chave para toda a questão, e que elas precisam revisitar uma antiga floresta encantada para resolver todo o mistério e salvar Arendelle. No meio do caminho, isso acaba levando elas até uma descoberta sobre a origem dos poderes da protagonista.

Nessa busca, Elsa se coloca como uma verdadeira rainha do gelo. Apesar de todas as dúvidas e inseguranças que a rondam, ela se mostra forte, decidida e corajosa. Elsa trava diversas batalhas com espíritos da natureza durante o filme, usando seus poderes para vencer o vento, o fogo e uma disputa épica com a água – cena que causou um burburinho justificado quando apareceu no trailer.

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Apesar de não ter uma namorada (algo muito desejado por fãs nas redes sociais), ela se porta como uma personagem forte e independente, que não precisa e nem pensa em um romance. Em uma cena de flashback, sua versão criança chega a falar para a romântica Anna que “um beijo não resolve nada”. Elsa acredita, sim, no amor, mas é a conexão com seus pais, sua irmã, a natureza e o bem-estar do reino que a completam. Isso tudo a consagra como a primeira princesa super-heroína da Disney.

Trilha sonora épica – e a nova “Let It Go”

Um bom musical da Disney não é nada sem suas canções originais. E com o objetivo de ter o mesmo sucesso de seu antecessor, o estúdio reuniu o mesmo elenco e a equipe de compositores do original, encabeçados por Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez – todos veteranos da Broadway – para um conjunto de oito novas músicas.

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A primeira coisa boa é que elas são muito bem distribuídas entre os personagens: a rainha Iduna, mãe das protagonistas, assim como Olaf e Kristoff ganham solos pra chamar de seus. Esse último, inclusive, teve uma ótima reparação: seu dublador original, Jonathan Groff, é um premiado ator de musicais, tendo participado do seriado Glee e de várias montagens importantes como Hamilton. Mesmo assim, seu personagem não ganhou nenhuma canção no longa de 2013. Agora, o solo de Kristoff é uma engraçadíssima balada anos 1980 – com direito a videoclipe brega e tudo.

Outro ponto de destaque é que toda a trilha sonora tem uma aura épica, digna de musicais da Broadway, que casa perfeitamente com o tom místico, de magia e espíritos da natureza, que moldam o filme. Diversos coros, vozes e backvocals tornam as músicas dramáticas ainda mais dramáticas.

E aqui chegamos na questão mais relevante de tudo isso: a nova “Let It Go”. Reproduzir um hit é algo extremamente difícil, então os produtores resolveram pecar pelo excesso: ao invés de um, Elsa tem dois ótimos solos potencialmente elegíveis para o Oscar de melhor canção original – “Into the Unknown” e “Show Yourself”.

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No primeiro, Elsa canta para o desconhecido que fica além de Arendelle, depois de ouvir uma voz misteriosa chamando-a em direção a floresta encantada e, quem sabe, a seu verdadeiro destino. Já o segundo é cantado durante a jornada pessoal da protagonista, quando ela finalmente está prestes a descobrir a verdade por trás de toda a história de seus poderes. Apesar de “Show Yourself” ser bem mais épica, “Into the Unknown” é menos pesada e parece ser a favorita do estúdio. Tanto que, assim como a versão de Demi Lovato ajudou a popularizar “Let It Go”, a Disney escolheu a banda Panic! At The Disco para fazer uma ótima versão pop-rock do primeiro solo da rainha.

E aqui vale o adendo: a versão em português das duas canções está ótima!

Subtrama política 

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(Disney/Reprodução)
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Acredite, a história de “Frozen 2” aborda reparação histórica e até problemáticas relacionadas à crise global do clima [alerta: a partir daqui, o texto contém spoiler, siga por sua conta e risco]. O filme começa com o pai das princesas contando a história de como ele conheceu, quando criança, uma floresta encantada que fica próxima ao reino, onde os espíritos da natureza tinham vida e se conectavam com a tribo nativa de Northuldra.

Naquele momento, a realeza de Arendelle tinha ido a floresta para comemorar um acordo de paz com aquele povo. O pai das irmãs viajou para a floresta junto ao avô de Elsa e Anna, o então rei, para apresentar a Northuldra uma represa, aparentemente um presente de paz que controlaria a água e ajudaria o povo. Mas algo deu errado na visita: por um motivo que o pai das garotas desconhece, os dois povos, que celebravam juntos, começaram a travar uma batalha sanguinária.

Segundo o avô delas, os Northuldra atacaram Arendelle. Os espíritos da natureza ficaram revoltados com a situação e cobrem com uma névoa impenetrável a floresta onde os nativos viviam.

Décadas depois, Elsa, Anna e companhia entram no local guiadas pela voz na cabeça da rainha, e as irmãs acabam descobrindo a verdade sobre os crimes de seus ancestrais. A represa não era um presente, mas sim um ato de sabotagem destinado a prejudicar as terras da tribo. O avô atacou um líder Northuldra a sangue frio quando seu plano real foi descoberto e foi em resposta a isso que a floresta encantada se fechou.

Enquanto eles estão lá, Anna e Elsa também descobrem outra reviravolta: eles são meio Northuldran. A mãe deles era um membro da tribo que salvou o pai durante a batalha, escapou com ele da floresta e depois acabou se casando com ele.

Lógico, tudo isso, na verdade, critica as ações do homem – a represa não é uma salvação, ela prende a liberdade das águas e prejudica o ecossistema. Além disso, foi o “povo civilizado” que acabou atacando os nativos, e não o contrário, o que também é uma critica à própria história de formação dos EUA. No fim, Frozen 2 é um belíssimo filme pra crianças que acaba passando uma mensagem de gente grande.

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