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Studio Ghibli transforma o mangá mais antigo do mundo em curta-metragem

Pergaminho do século 12 inspira pequena animação produzida pelo lendário estúdio japonês

 

 

Os traços podem ser um pouco diferentes, mas é o inconfudível toque do Studio Ghibli que torna o vídeo acima tão adorável. Comissionado pela empresa de energia japonesa Marubeni Shin Denryoku, o pequeno comercial animado tinha como objetivo lançar luz sobre os problemas ecológicos do mundo moderno e apontar para uma nova fase da empresa, que vai passar a adotar fontes não poluentes de energia. Para cumprir a tarefa, o lendário estúdio japonês buscou inspiração no século 12: o curta é uma animação de Choju Jinbutsu Giga, conjunto de quatro pergaminhos considerado o mais antigo ancestral do mangá japonês, escolhido para destacar a beleza do Japão pré-industrial.

O ritmo de produção do Studio Ghibli diminuiu bastante desde o lançamento de As Memórias de Marnie, longa-metragem que chegou aos cinemas japoneses em 2014.  Em agosto daquele ano, o futuro parecia incerto – foi anunciada a interrupção temporária da produção do estúdio de animação responsavel por filmes como Meu Amigo Totoro (1988), Princesa Mononoke (1997) e A viagem de Chihiro (2001), vencedor do Oscar de Melhor Animação. O hiato, por tempo indeterminado, para reestruturação e planejamento dos anos seguintes, veio um ano após o anúncio de aposentadoria (dessa vez aparentemente definitiva) do animador, diretor e produtor Hayao Miyazaki, co-fundador do estúdio e responsável por nove de seus icônicos longa-metragens.

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Parecia que ia acabar por ali. Mas, para alegria dos fãs, 2015 trouxe boas novas. Primeiro, o anúncio de que Miyazaki havia adiado (de novo) sua aposentadoria, dessa vez para produção de um curta-metragem em computação gráfica 3D que será exibido no Museu do Studio Ghibli. No final do ano passado, outra boa notícia: foi anunciado que o estúdio está envolvido na realização de The Red Turtle, primeira animação co-produzida pelo estúdio em parceria com a distribuidora francesa Wild Bunch.

Dirigida pelo holandês Michaël Dudok de Wit, vencedor do Oscar pelo curta Father and Daughter (2000), a fantasia tem também na equipe Isao Takahata – diretor de filmes do estúdio como Túmulo dos Vagalumes (1988) e O Conto da Princesa Kaguya (2013) -, que assume o posto de produtor artistico. O filme, que conta o comovente conto de um homem preso em uma ilha e seu relacionamento com uma tartaruga gigante, ainda não tem data de estreia prevista, mas deve ser finalizado em 2016.

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