Clique e assine a partir de 5,90/mês

A industrialização da borracha

Por Da Redação - Atualizado em 31 out 2016, 18h16 - Publicado em 31 dez 1997, 22h00

A salvação pelo enxofre

Descoberta no Brasil, no século XVI, a borracha esperou três séculos até ser utilizada em grande escala. Quente, ela era mole e grudenta. Fria, dura e quebradiça. Filho de um inventor frustrado, o americano Charles Goodyear (1800-1860) ficou obcecado pela idéia de torná-la imune às variações de temperatura. Passou anos em busca da fórmula certa. Perdeu a saúde, gastou o que tinha e o que não tinha. Chegou a ser preso por dívidas, mas não desistiu. Um dia, em 1839, deixou, sem querer, que uma mistura de borracha e enxofre encostasse num fogão quente. Em vez de derreter, a borracha apenas queimou um pouco. Goodyear colocou-a para esfriar, no quintal, e no dia seguinte ela estava perfeitamente flexível. Estava estabelecido o princípio da vulcanização (de Vulcano, o deus romano do fogo), base de toda a aplicação industrial da borracha.

Publicidade