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Adolescência sem fim

Meninas com seios aos 8 anos de idade, homens imaturos e dependentes aos 30. A adolescência está chegando cada vez mais cedo e acabando bem mais tarde do que deveria. O que isso significa?

Jomar Morais

Se você acha que, por estar diante de uma reportagem sobre a adolescência – a turbulenta faixa etária entre a infância e a fase adulta –, vai ter de engolir a ladainha de sempre sobre iniciação sexual, mau humor, ansiedade, drogas e rebeldia, está muito enganado. Não é que tais itens deixarão de ser abordados nesta matéria. Afinal, quem conseguiria escrever sobre meninos e meninas de 10 a 20 anos sem se referir às questões que fazem a alegria e o terror de pais e filhos em qualquer lugar do mundo? Quando o assunto é comportamento, esses garotos, que hoje quase nada têm a ver com a geração iconoclasta de seus pais – aquela que revolucionou os costumes nos anos 60 e 70 –, não param de surpreender. Mas o ponto agora é que nenhuma das novas atitudes juvenis parece chamar tanto a atenção dos especialistas quanto a mudança na duração da própria adolescência, cujo início e fim começam a atropelar perigosamente a infância e a maturidade.

A puberdade, o conjunto de transformações fisiológicas que anuncia o amadurecimento dos órgãos sexuais e o início da adolescência, está chegando cada vez mais cedo para uma enorme parcela das crianças. Muitas perdem a aparência cândida da infância antes mesmo dos 10 anos de idade. Exibem precocemente traços característicos de um corpo mais velho e, como conseqüência, são submetidas a estímulos e cobranças para que assumam posturas não-condizentes com o seu desenvolvimento psicológico. “Elas parecem adultos. No entanto, são apenas crianças adultizadas que não conseguem pensar e agir como gente grande”, diz a psicanalista e doutora em psicologia Ruth Mattos de Cerqueira Leite, da Universidade de Campinas, a Unicamp. O que essa precipitação cronológica pode provocar no desenvolvimento físico e emocional do ser humano ninguém, por enquanto, sabe dizer com precisão.

Mas a pergunta lançada por uma reportagem da revista americana Time dá uma idéia da perplexidade ante o fenômeno: a adolescência vai desaparecer? Ao perderem rapidamente os traços infantis, garotos e garotas podem ser convidados a dividir com os pais um número bem maior de responsabilidades e problemas, submetendo-se a uma sobrecarga de estresse desconhecida dos seus pares nas gerações anteriores.

O crescimento temporão das crianças é um fato mundial e afeta, principalmente, as meninas. (Uma conclusão que, talvez, apenas reflita a escassez de estudos sobre meninos – o crescimento dos testículos, o primeiro sinal externo da puberdade masculina, é mais difícil de ser notado.) Na Rússia, uma em cada sete garotas apresenta seios volumosos e pêlos pubianos por volta dos 8 anos de idade. Nos Estados Unidos, a proporção é ainda mais chocante: nessa idade, metade das meninas negras já exibem sinais exteriores de desenvolvimento sexual e se tornam alvo do assédio de jovens mais velhos e até de adultos. No Brasil, não existem estatísticas sobre o fenômeno, mas basta zapear a televisão ou espiar uma festinha infanto-juvenil para perceber que as coisas não são diferentes por aqui. Garotinhas de olhar angelical empinando seios e bumbuns salientes, dentro de roupas sensualmente sumárias, são um sinal de que a infância também está passando apressadamente pelas crianças brasileiras.

A antecipação da adolescência não é exatamente uma novidade. O que chama a atenção é o ritmo em que isso passou a ocorrer nos últimos anos. Desde o século XIX, a melhoria da alimentação tem contribuído para um amadurecimento físico mais veloz, o que resulta na chegada precoce da puberdade. De 1850 a 1960, a idade média em que acontece a primeira menstruação, a menarca, caiu de 17 para 13 anos. De lá para cá, essa marca desceu ainda mais: tem oscilado entre 11 e 12 anos. Os números aferidos nos Estados Unidos, a partir de uma pesquisa entre 17 000 meninas, coordenada pela pediatra Marcia Herman-Giddens, da Universidade da Carolina do Norte, impressionam em todas as direções. Para 15% das garotas americanas brancas a puberdade está começando aos 8 anos. Outros 5% apresentam sinais de incipiente maturidade sexual ainda mais cedo: aos 7, a mesma idade em que 15% das meninas negras ganham seios e pêlos púbicos.

Além disso, principalmente a partir do advento da televisão, as crianças passaram a dispor de conhecimentos e a exercitar raciocínios que, no passado, só aconteciam muito mais tarde, acelerando assim o seu desenvolvimento intelectual. O que está por trás dessas acelerações? O endocrinologista e pesquisador Paul Kaplowitz, da Universidade Popular da Virgínia, nos Estados Unidos, diz que é a alimentação moderna, que privilegia alimentos industrializados ricos em hormônios e gorduras. (Alguns cientistas admitem mesmo a relação entre a alimentação e alguns distúrbios de comportamento dos jovens.) “Células ricas em gordura produzem mais lecitina, proteína necessária ao desenvolvimento verificado na puberdade”, diz Kaplowitz. Outra pista, encontrada pelo doutor Michael Freemark, da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, Estados Unidos, é a presença de muito mais insulina no sangue de meninas com excesso de peso.

Altos níveis de insulina estimulam a produção de hormônios sexuais pela glândula supra-renal e pelo ovário, o que contribuiria para o crescimento precoce dos seios e dos pêlos pubianos.

Outras conexões, menos consensuais, têm sido estabelecidas por diversos estudos. Um deles, coordenado pelo epidemiologista americano Walter Rogan, do Instituto Nacional de Ciências da Saúde e Ambiente, também na Carolina do Norte, sugere que a sexualidade prematura das meninas pode ser causada por poluentes presentes em pesticidas, como o DDT. Sabe-se agora que, no organismo humano, tais substâncias imitam hormônios relacionados ao desenvolvimento do sistema reprodutivo. Até hipóteses que parecem extravagantes, por lhe faltarem ainda comprovação científica, devem ser levadas em conta na busca de uma explicação para o fenômeno, segundo Marcia Herman-Giddens. Por exemplo, a do médico Drew Pinsky, um dos apresentadores do programa Loveline, que a MTV americana apresentou no ano passado.

Pinsky acredita que o bombardeio de mensagens sensuais sobre as crianças – inclusive através da publicidade – está contribuindo para alterações no cérebro e no corpo infantil. “A MTV é uma das causas da puberdade precoce”, afirma. Sua hipótese é endossada não apenas por moralistas de plantão, mas também por cientistas como o doutor em psiquiatria e pesquisador Maurício Knobel, fundador do Serviço de Adolescentes da Unicamp. “O estímulo psicológico e social resulta num estímulo biológico. A psicologia e a biologia não estão dissociadas”, diz Maurício. Até a mãe que incentiva a filha de pouca idade a imitar os gestos lânguidos de uma das dançarinas do conjunto É o Tchan, por exemplo, pode estar disparando na menina mecanismos que só mais tarde seriam acionados pela natureza.

Qualquer que seja a causa da adolescência prematura, a verdade é que as mudanças físicas inesperadas produzem um impacto psicológico de conseqüências ainda imprevisíveis e adicionam novos riscos ao cotidiano de filhos e pais. Primeiro porque o rápido crescimento do corpo não é acompanhado pelo amadurecimento psicológico. Nem pelo próprio desenvolvimento do cérebro. A cabeça de um adolescente é literalmente diferente da de um adulto, fato constatado, no ano passado, por cientistas do Instituto Nacional de Saúde Mental de Betesda, nos Estados Unidos. De acordo com o estudo, a explosão de testosterona na adolescência aumenta temporariamente o tamanho da amígdala, um componente do sistema límbico, a zona do cérebro responsável relacionada com os sentimentos de ira e medo. Daí a enorme instabilidade emocional dos adolescentes, que só começa a ceder por volta dos 20 anos.

Da puberdade até os primeiros anos da fase adulta também ocorre a renovação de quase todas as células dos lobos frontais, responsáveis pelas funções “executivas” de autocontrole, julgamento, organização, planejamento e ajuste emocional. É natural, portanto, que uma menina, ou menino, com ares de gente grande possa até apresentar comportamento próprio de um adulto, o que não significa que está preparada para entender todas as implicações de tais comportamentos.

A pressão ou estímulo para que crianças e adolescentes atuem como adultos pode ser a causa de transtornos como estresse, depressão e até de distúrbios de comportamento. Meninas com corpo de mulher sentem-se constrangidas e são causa de constrangimento em seu grupo de amigas. Além disso, contribuem para a formação de uma barreira entre elas e os garotos da sua faixa etária, em geral bem menos encorpados. “Por volta dos 9 anos, os meninos ainda vêem as garotas quase como membros de uma outra espécie”, diz Glenn Elliott, psiquiatra infantil da Universidade da Califórnia, em San Francisco. “Eles não têm ainda uma noção de sexo.” Muitos expressam o desconforto diante das supermeninas, ironizando seus dotes físicos. Deslocadas do seu mundo, sobra para elas, não raro, o assédio sexual de jovens mais velhos e de adultos.

A segunda questão que envolve a adolescência nos dias atuais é o seu prolongamento: ela está avançando sobre a faixa etária na qual, tradicionalmente, os jovens se separam dos pais e assumem suas próprias vidas. A cada dia aumenta o número de adultos juvenis, às vezes até infantilizados, que não conseguem sobreviver sem a proteção do guarda-chuva familiar, incluindo aí muitos dos jovens que hoje estão casados, têm filhos e continuam a depender dos pais em tudo. O detalhe é que, nesse caso, são os homens, que antigamente costumavam desgrudar mais cedo do ninho doméstico, os grandes personagens desse fenômeno.

O problema pode ter relação com a supressão dos ritos de passagem da infância para a adolescência. Afinal, crianças encorpadas, como as meninas com seios, costumam ser estimuladas a largar mais cedo as formas de lazer infantil – uma medida que seria prejudicial ao amadurecimento psicológico. “Quando uma criança pára de brincar, algo está errado”, diz Marc Bekoff, da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, que há anos pesquisa os efeitos da atividade lúdica em animais e humanos. Brincar seria importante para a socialização de meninos e meninas, seu desenvolvimento cognitivo e emocional e a criatividade. Mas ainda não se sabe que danos efetivos decorrem da privação da atividade lúdica na infância. Por enquanto, o que se tem são apenas hipóteses.

O fenômeno do prolongamento da adolescência é recente e específico da sociedade pós-industrial. No passado, as crianças eram obrigadas a participar da luta pela sobrevivência da família, o que, aliás, explica as proles numerosas de antigamente: era preciso gerar muitos filhos para dispor de mão-de-obra para o cultivo da terra e para o artesanato. Foi o relativo abastamento das classes média e alta urbanas que gerou a possibilidade de meninos e meninas terem tempo para serem crianças e adolescentes. E, mais recentemente, proporcionou o surgimento da geração das roupas de grifes, da parafernália eletrônica, das mesadas generosas e da infância quase sem limites.

Segundo o psicólogo transpessoal Roberto Ziemer, de São Paulo, se, por um lado, isso representa um aspecto positivo da evolução social, por outro trata-se de uma mudança apoiada em forças regressivas. “A primeira delas é o desejo narcisista dos pais (e principalmente das mães) de impedir ou dificultar o crescimento emocional dos filhos, por temerem perdê-los para o mundo”, diz Ziemer. “A frustração de grande parte das mulheres com o casamento faz com que elas projetem suas necessidades afetivas sobre os filhos (que se tornam seus maridos substitutos), esperando que eles nunca as abandonem.” O resto da história é previsível: superprotegidos, tais meninos, para não frustrar a mãe, congelam-se emocionalmente, comportando-se de forma imatura por muitos anos.

Com as jovens, segundo Ziemer, muitas vezes acontece o contrário: as mães infelizes, que eventualmente têm em casa, as impulsionam a buscar a emancipação. Como não encontram contrapartida emocional nos rapazes, acabam namorando e casando com homens mais velhos. É uma enorme decepção para os garotos. “Seus hormônios os impelem para o encontro afetivo e sexual com as moças, mas eles não estão prontos para ter um relacionamento”, afirma Ziemer. A imaturidade emocional impede o aprofundamento nas relações afetivas, gerando sucessivos desapontamentos.

Seria absurdo achar que qualquer pessoa com 25 anos deve ser considerada adolescente só porque mora com os pais. Numa época em que a competição no mercado exige profissionais mais bem preparados, até que um jovem conclua os seus estudos – que, às vezes, vão até o pós-doutorado –, existe a possibilidade de que continue ligado aos pais ainda por volta dos 30 anos. Então, o componente de maturidade teria que ser explicitado pelo seu engajamento nas responsabilidades da casa, inclusive financeiras. “O adulto apresenta três características básicas”, afirma a educadora Tania Zagury, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Sabe que o mundo não gira em torno dele e tem consciência de que precisa dar sua contribuição, seja em casa, seja na sociedade. Tem independência financeira. É afetivamente maduro, capaz de manter um relacionamento amoroso estável.” Quem não atende a tais requisitos ainda não amadureceu.

Que fique claro: a maioria dos jovens consegue atingir essa meta. Ao contrário do que parece, eles não estão acomodados e sem ideais, como se pode constatar na leitura dos quadros que permeiam essa matéria. Talvez os jovens estejam mais acomodados, é bem verdade. Mas vale lembrar que a geração atual já não precisa brigar por liberdades que seus pais conquistaram a duras penas no passado. Na verdade, problemas como a precocidade e o prolongamento da adolescência, como, aliás, toda a temática que envolve sexo, drogas e violência, trazem muito mais questionamentos aos adultos do que à garotada. “Os pais estão cada vez menos preparados para assumir o seu papel”, afirma Maurício Knobel. Verdade? Talvez. Mas essa já é outra história.

jmorais@abril.com.br

Utopia

Sonhos

Mudança, sim. Mas primeiro a carreira

Os jovens estão mais conservadores? Não é bem assim. Eles também têm sonhos, utopias que são buscadas com menos barulho e choques porque, dentro e fora de casa, os adolescentes dispõem hoje de mais liberdade do que a geração de seus pais. É verdade que eles já não demonstram tanto interesse por movimentos políticos, mas as pesquisas de comportamento juvenil, realizadas por agências de publicidade, indicam que eles estão muito mais dispostos ao trabalho voluntário. Os jovens também têm buscado mais a espiritualização, apesar de não se prenderem às convenções religiosas.

Estudo da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, revelou que, mesmo com a internet e o celular, os adolescentes estão mais solitários hoje em dia. Têm menos contato com adultos, mudam constantemente de grupo de amigos, sem dar margem à criação de vínculos, e perseguem em primeiro lugar a meta de vencer na vida, obter sucesso na carreira. No Brasil, os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstram que a maioria dos jovens não liga para o casamento. Mais de 60% das uniões entre eles é simplesmente consensual. Distúrbios

Violência

Por trás da agressividade está a depressão

“O adolescente é muito mais vítima da violência do que seu agente”, afirma o terapeuta Eugenio Chipkevitch, diretor do Instituto Paulista de Adolescentes. “Somente 10% dos crimes graves são cometidos por menores de 18 anos. Já a mortalidade por causas violentas no grupo etário de 15 a 24 anos vem aumentando mais do que em outras faixas.” A violência juvenil também está associada a outro transtorno da adolescência: a depressão, síndrome que espelha baixa auto-estima e agressividade em relação a si mesmo. Estudo do FBI mostrou que quase 25% dos adolescentes autores de tiroteios e assassinatos em escolas americanas nos últimos dez anos, praticaram suicídio. Outros três planejaram se matar. Todos sofriam crises depressivas.

A rebeldia é normal, sobretudo entre os rapazes – a explosão de testosterona, que acontece em seu organismo nessa fase, potencializa as reações agressivas. A violência, porém, tem raízes em desajustes familiares, em problemas sociais como a pobreza e a falta de perspectivas, e, mais recentemente, na sobrecarga de estresse a que os jovens são submetidos em uma sociedade ultracompetitiva.Vícios

Drogas

O perigo está dentro de casa

Nenhuma outra geração teve tanta facilidade de acesso a drogas quanto a dos jovens atuais. Segundo a mais recente pesquisa nacional, realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), entre 15 000 estudantes de dez capitais, um quarto consome, ou já consumiu, algum tipo de psicoativo ilegal, como maconha, cocaína, crack e solventes. Mas aí também as aparências enganam.

A droga mais consumida pelos jovens é legal – o álcool – e costuma ser introduzida na vida dos adolescentes pelos próprios familiares. Pesquisa da Organização Mundial de Saúde indica que 74% dos alunos de escolas públicas, em São Paulo, bebem. O primeiro cigarro é fumado por volta dos 13 anos.

O uso de drogas, diz a doutora em psiquiatria Sandra Scivoletto, da Universidade de São Paulo, pode interromper o processo de formação do jovem, gerando problemas de autocontrole, auto-estima, cognição. A raiz do problema está em casa. Um relacionamento familiar ruim, por exemplo, aumenta o risco de dependência ao álcool em 121%, segundo estudo da psicóloga Denise Micheli, da Unifesp.Sexo

Sexo

A diferença entre falar e fazer

A idade média de iniciação sexual diminuiu na última década – segundo pesquisa recente, patrocinada pela Unesco, os rapazes têm a sua primeira vez aos 14 anos; as garotas, aos 15. Engana-se, porém, quem acha que os adolescentes vivem mergulhados numa overdose de sexo. “Muitos mantêm a virgindade até o final da adolescência e a maioria não é sexualmente promíscua”, diz o pediatra e terapeuta Eugenio Chipkevitch, diretor do Instituto Paulista de Adolescentes.

Pesquisa realizada pelo Instituto entre alunos de escolas paulistanas, revelou que 64% das moças e 46% dos rapazes ainda são virgens e, entre os jovens sexualmente ativos, o número de relações é de, no máximo, seis por ano. É certo que o namoro sério do passado foi substituído pelo “ficar” – o envolvimento sem compromisso. Mas, mesmo aí, o jogo da sedução e o exibicionismo prevalecem sobre a conquista do objeto do desejo. Os meninos, por exemplo, adoram exibir os números de telefones que conseguiram com as meninas, ainda que nem sempre telefonem.

Para saber mais

Na livraria: Nascer Não Basta, Luigi Zoja, Axis Mundo, 2000

Adolescência Normal e Patológica, Francisco Assumpção Jr. e Evelyn Kuczynski, Lemos Editorial, 1999

Os Adolescentes e a Mídia, Victor Strasburger, Artmed, 1999

Na internet

http://www.adolesite.com.br