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Leonardo da Vinci realmente escondeu códigos em seus quadros?

Existem tantas teorias sobre o artista e inventor italiano que existe até best seller e filme sobre o tema. Saiba qual é o fundo de verdade desse boato

Por Tiago Cordeiro Atualizado em 4 nov 2016, 18h57 - Publicado em 14 set 2015, 20h30

Sim, escondeu. E o fez, inclusive, em uma de suas obras mais famosas, Mona Lisa. A descoberta foi feita em 2010 pelo pesquisador italiano Silvano Vinceti, presidente da comissão nacional de patrimônio cultural da Itália. Ao analisar a pintura com a ajuda de um microscópio eletrônico, ele encontrou uma série de letras nas duas pupilas da moça retratada. Na direita, identificam-se claramente as letras “LV” (de Leonardo da Vinci). Na esquerda, algo parecido com “CE” ou “CB”. O que elas significam? Não se sabe. Vinceti acredita que as letras podem ser iniciais do nome da modelo, o que derrubaria a tese de que a retratada era a florentina Lisa Gherardini. O pesquisador está convencido de que a pintura não foi feita em Florença entre 1503 e 1506, como se supõe, mas em Milão na década de 1490. A modelo, portanto, provavelmente seria uma mulher da corte de Ludovico Sforza, o duque local.

 

O Código Da Vinci tem algum fundamento? 

Por mais que Dan Brown siga afirmando que baseou sua história em fatos reais, quase nada do que o autor escreveu no livro tem fundamentação histórica. Para quem não se lembra: em O Código Da Vinci, o mestre renascentista é apresentado como chefe de uma sociedade secreta denominada Priorado de Sião, entre os anos de 1510 e 1519. Esse grupo guardaria um segredo bombástico: diferentemente do que se lê na Bíblia, Jesus Cristo teria se casado com Maria Madalena e tido com ela dois filhos. Se revelada, essa história seria capaz de varrer do mapa a Igreja Católica. E Da Vinci teria espalhado referências a ela em várias de suas obras.

Algumas das pistas estariam em A Última Ceia. A trama de Dan Brown sugere que o apóstolo João, à direita de Cristo no afresco, na verdade é a esposa do profeta. A fisionomia de traços finos, quase “andrógina”, teria sido planejada pelo artista, de modo a não deixar claro se aquela figura era masculina ou feminina. Além disso, o espaço entre o profeta e sua suposta companheira formaria intencionalmente uma letra “M” – as iniciais de Maria Madalena.

“Nada disso corresponde à realidade”, garante Darrell L. Bock, professor de estudos do Novo Testamento do Seminário Teológico de Dallas, nos Estados Unidos, e autor de Quebrando o Código Da Vinci (Ed. Novo Século, 200 págs.), um livro que se propõe a desconstruir o best-seller de Dan Brown página por página. “Fatos avulsos relacionados à vida de Leonardo foram completamente tirados de contexto, ou mesmo alterados, para dar sentido à trama.”

 

Acha Da Vinci o maior gênio de todos os tempos? Você pode encontrar, na banca mais próxima, um especial todinho sobre ele. A capa é essa aí, da imagem ao lado. Não perca.

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