Os prazeres da carne
Hominídeo da linhagem evolutiva do homem não era totalmente vegetariano como se supunha.
Um milhão de anos depois de seu desaparecimento, ele ainda dá o que falar com sua dieta. Estudos recentes realizados pelo pesquisador Andrew Sillwn, da Universidade da Cidade do Cabo, indicam que o Australopithecus robustus – hominídeo da linhagem evolutiva do homem – talvez não tenha sido um vegetariano radical. Sillen garante que ele incluía saborosos pedaços de carne em seu cardápio.
A tese vegetariana foi consagrada há alguns anos, quando exames feitos em dentes desse primata revelaram evidências microscópicas de fragmentos de nozes e semelhantes, e os fósseis de suas mandíbulas mostraram que elas eram mais apropriadas para triturar alimentos do que cortá-los. Agora, no entanto, os novos estudos apontam para um caminho diferente. Usando uma técnica química capaz determinar a diferença de resíduos de cálcio em herbívoros e carnívoros, Sillen chegou à conclusão de que o Australopithecus robustus incluía no segundo caso. “Acho estranho que ele comesse somente vegetais na mesma época em que outros ancestrais humanos, do gênero Homo, já usavam a carne”. Acrescenta o pesquisador.





