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Parte do Muro de Berlim é demolida para dar lugar a condomínios de luxo

Pedaço de 60 metros, construído para reforçar a divisão da cidade, era um dos maiores ainda de pé.

Por Carolina Fioratti - Atualizado em 8 abr 2020, 17h10 - Publicado em 8 abr 2020, 17h07

Do dia para a noite, uma seção de 60 metros do Muro de Berlim, localizada no bairro de Pankow, foi ao chão para dar espaço a condomínios de luxo. Apesar da Fundação do Muro de Berlim (responsável pela preservação da área) afirmar que não sabia do procedimento, o vereador da cidade Vollrad Kuhn disse que a demolição já estava prevista.

A parte destruída fazia parte do Hinterland Mauer, parede interna que foi instalada na década de 1970 para reforçar a primeira barreira, construída em 1961. A intenção era impedir que os refugiados que passavam pelo primeiro muro chegassem aos trens que levavam para Estetino, na Polônia. Diferente da East Side Gallery, o pedaço não era considerado monumento histórico, logo não era tombado. Não era muito famoso – apenas moradores do bairro e alguns grafiteiros davam atenção ao espaço. 

Mas a Fundação do Muro de Berlim e o Museu da RDA (Alemanha Oriental) consideravam o local importante, pois ele continha um dos maiores pedaços do muro ainda de pé. No aniversário de 30 anos da queda do muro, em 2019, disseram estar trabalhando para manter a seção preservada. Infelizmente, não conseguiram.

Ainda restam 24 quilômetros de muro erguido, grande parte considerada de importância histórica. Mas algumas áreas, como essa de Pankow, acabaram esquecidas nos subúrbios, tomadas por plantas e grafites. 

O Muro de Berlim foi derrubado em 9 novembro de 1989. Ele dividia a cidade entre a parte ocidental e oriental. Quem estava do lado ocidental podia passar para o outro lado, mas o contrário era proibido. Até que chegou um comunicado confuso da Alemanha Oriental que parecia liberar as viagens do lado oriental para o ocidental. Então, milhões de moradores correram para o muro, atacando-o com ferramentas e levando-o ao chão.

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