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Pum engarrafado: a cura para a Grande Praga de Londres no século 17

Às vezes, algumas ideias cheiram mal.

Por Victor Bianchin
4 jan 2025, 12h00

A medicina de antigamente, assim como os deuses, trabalha de modos misteriosos. Desde colocar teias de aranha em machucados até inserir excremento de crocodilo na vagina como método contraceptivo, os doutores de outrora já foram adeptos de muitas técnicas, digamos, polêmicas.

Em Londres, no século 17, os ingleses viram o surgimento de uma das piores. Na época, a cidade estava passando pela Grande Praga de Londres, uma epidemia de peste bubônica que durou de 1665 a 1666. Muitas instituições de ensino da época, inclusive, fecharam suas portas, obrigando os alunos a voltarem para casa até a praga acabar.

Entre eles estava Issac Newton, que voltou para a residência de sua família no campo e viveu o “ano milagroso” de sua vida acadêmica, que incluiu o famoso (e talvez inexistente) episódio da maçã na cabeça.

Mas esta história não é sobre Isaac Newton, e sim sobre a comunidade científica da época que, desesperada para achar uma solução para a praga, resolveu olhar para dentro. Bem para dentro. Mais especificamente, para o produto fedegoso de seus intestinos: as flatulências.

O que acontecia é que a Grande Praga, acreditava-se, era causada por vapores tóxicos (ou “miasma”) que haviam se espalhado pela cidade. Os médicos acreditavam que, se um paciente conseguisse diluir o vapor tóxico utilizando outra substância igualmente potente, ele poderia evitar a infecção. E o que é mais potente do que um belo pum após comer um café da manhã inglês?

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Os residentes foram aconselhados a manter algo com cheiro forte próximo a eles, de modo que pudessem acessar quando precisassem.

Alguns britânicos adquiriram cabras e as deixaram dentro de casa até a residência começar a feder irremediavelmente. Outros, ainda seguindo os conselhos médicos, começaram a peidar em jarros e a selá-los. Quando sentiam que poderiam ter se infectado, eles abriam os recipientes e davam uma cafungada naquela bela essência.

David Haviland, autor do livro que conta essa anedota histórica, explica que essa ideia nefasta vinha, naturalmente, do “conhecimento limitado” de medicina da época.

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Ao visitar os pacientes doentes, os médicos também usavam máscaras com alho dentro para evitarem que eles mesmos ficassem doentes. Curiosamente, aqui eles estavam meio certos: como a peste bubônica pode ser transmitida por gotículas respiratórias infectadas, a máscara realmente ajudava. O alho, nem tanto.

 

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