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Qual é a melhor hora para comprar eletrônicos?

Quanto mais você refrear o ímpeto de ter uma novidade tecnológica, menos vai pagar.

Por 30 set 2007, 22h00 • Atualizado em 31 out 2016, 18h22
  • Texto Pedro Burgos

    “A melhor hora para a compra é um dia depois daquele em que você comprou”, responde o economista Márcio Nakani, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Quanto mais você refrear o ímpeto de ter uma novidade tecnológica, menos vai pagar. O caso da TV de plasma ilustra a situação: em 4 anos, as telonas de 42 polegadas no Brasil caíram de R$ 33 mil para R$ 4 mil, à medida que o custo de produção baixava e surgia a tecnologia do LCD. “É o ciclo do produto tecnológico. Ele surge, amadurece, aí vem algo melhor e ele morre. O preço depende do estágio em que o produto se encontra”, diz Márcio.

    Por mais legal que seja um tocador de Blu-ray, não vale a pena comprar agora o aparente sucessor do dvd. Porque ainda não dá para tirar proveito máximo da tecnologia (há poucos filmes e a maior parte das TVs disponíveis não têm qualidade compatível com o sistema), porque ela pode vir a morrer logo (se prevalecer o hd-dvd, seu concorrente) e, principalmente, porque é caro demais. Mas há gente que não tem dó do próprio bolso, e os fabricantes se aproveitam disso. Veja o que a Apple fez com os compradores de primeira hora do iPhone: dois meses depois de lançado, o aparelho ficou 33% mais barato.

    Vale esperar, então. Mas quanto tempo? Fique de olho quando surgem mais marcas, quando há mais modelos ou quando o preço já não cai mais tanto. É o caso das TVs de tela plana. “Elas tiveram uma queda absurda, não é razoável acreditar que o preço vai cair muito mais. Hoje já é um bom momento para comprar”, avalia Reinaldo Sakis, analista da consultoria IDC Brasil.

    Lá vem o iPod descendo a ladeira

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    Os preços costumam despencar depois que passa a febre do lançamento

    Minidisc:

    Sabia-se que o cd não ia durar muito, e que um bom tocador de mp3 era questão de tempo. Quem comprou o md, uma tecnologia intermediária, acabou com um mico.

    Câmera digital:

    Em 2002, 5 megapixels era a resolução máxima de uma câmera. Com o aperfeiçoamento da tecnologia, máquinas com essa resolução baratearam muito.

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    DVD Player:

    Até o ano 2000, só havia no país uns 200 filmes em dvd. Quando as locadoras adotaram o padrão, a oferta de tocadores cresceu e o preço caiu.

    Playstation:

    A cada 5 anos surge uma nova geração de videogame. O apressado que compra a novidade logo no lançamento, além de pagar muito, tem poucas opções de jogos.

    Smartphone:

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    Só havia 3 modelos de smartphones no Brasil até 2004. Enquanto a concorrência de novas marcas não chegou, o preço continuou bastante alto.

    TVs (LCD e Plasma):

    A briga entre dois formatos (LCD e plasma) derrubou o preços dos novos televisores. A curva de preços fica menos íngreme agora – já vale a pena comprar.

    Blu-ray:

    O Blu-ray pode ou não ser o novo padrão de filme em alta-definição. Enquanto a indústria não se decidir (o concorrente é o hd-dvd), é melhor esperar.

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    iPod:

    O preço do iPod não cai muito rápido. Em compensação, compra-se pelo mesmo tanto, 4 anos depois, um tocador de foto, vídeo e com 16 vezes mais capacidade.

    Que consumidor é você?

    Uns pagam mais parater novidades, outros só querem saber de economia

    O Novidadeiro

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    Ele gasta mais para ter os lançamentos. E nem sempre é rico: “Tem gente que paga em 30 meses ou deixa de comer carne só para falar que tem uma TV de plasma”, conta Reinaldo Sakis.

    O ponderado

    Ter um produto novo é bacana, mas grana é fundamental. Para o ponderado, que segurou a vontade de ter uma TV na Copa, a queda dos preços já fez a compra do aparelho valer a pena.

    O pão-duro

    Ele só trocou o videocassete pelo dvd quando não tinha mais opção de fitas na locadora. O pão-duro precisa tomar cuidado para não esperar demais e comprar um produto obsoleto.

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