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Qual país tem mais fusos horários?

Depende do tamanho do território, é claro. Mas também depende do que o governo federal decidir. E o governo, às vezes, toma decisões peculiares.

Por Bruno Vieira Feijó
30 nov 2006, 22h00 • Atualizado em 7 fev 2018, 15h36
  • É a Rússia, maior país do mundo em extensão longitudinal. Ao todo, 11 fusos horários e mais de 10 mil quilômetros separam a região oeste do extremo leste. Assim, quando é meio-dia na capital, Moscou, já são 9 horas da noite nas cidades do extremo leste (há um pequeno território no mar Báltico que não se comunica com o restante do país, cujos relógios são 1 hora atrasados em relação aos da capital).

    Em 2º lugar vêm os EUA, com 9 fusos – incluem-se aí o Havaí, outras ilhas do Pacífico e o Alasca. O Canadá é terceirão, com 6 horários diferentes.

    Se fosse levada em conta apenas a área do território, a China deveria vir em seguida, com 5 fusos. Ocorre que o governo obriga todos os relógios do país a ser ajustados em um único horário: o da capital, Pequim. Isso pode ser bom para os negócios, mas é ruim para os habitantes da região oeste, que na maior parte do ano só vêem o Sol nascer às 9 da manhã. Pior ainda para quem cruzar a fronteira com o Afeganistão ao meio-dia: terá de voltar os ponteiros do relógio para as 8h30.

    Esse é apenas um dos vários casos de desobediência à Conferência Internacional dos Meridianos, que em 1884 dividiu o mundo em 24 faixas de tempo. Micronações do Pacífico Sul, por exemplo, brigam entre si sobre quem comemora primeiro o Ano-Novo. O minúsculo arquipélago de Kiribati chegou a deslocar, sem consultar ninguém, a linha internacional do fuso – ganhando, em 1999, o direito de ser o primeiro território habitado do planeta a virar o milênio. Segundo John Tiltman, do Observatório Real de Greenwich, na Inglaterra, “não há lei que impeça os países de adotarem o horário que melhor lhes convier”.

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