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Sêneca: “O homem que sofre antes de ser necessário sofre mais que o necessário”

Para ele, não devíamos nos preocupar com o que não podemos mudar. Inclusive quando isso envolve nossa própria morte.

Por Da Redação Atualizado em 7 ago 2019, 13h12 - Publicado em 16 out 2015, 20h45

Sêneca era membro do estoicismo, escola que surgiu após a morte de Aristóteles com Zenão de Cítio. O estoicismo pregava o foco nas coisas que podemos mudar, e mais nada. Para os estoicos, por exemplo, o envelhecimento e a brevidade da vida eram inevitáveis. A única coisa que poderíamos fazer, portanto, seria aceitá-los. Sêneca nasceu em Córdoba, na Espanha, e viveu a maior parte da vida em Roma. Era conselheiro íntimo de Nero, mas não demorou para que o imperador acusasse o filósofo de traição. Nero ordenou que Sêneca se suicidasse. Como bom estoico, o filósofo não contestou a sentença absurda. Estava colocando em prática o princípio da ataraxia, um dos mais famosos conceitos da escola, que significa ausência de inquietação. A morte injusta era uma forma de provar que a única felicidade possível está na ausência do seu oposto: a dor.

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