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Bruno Lüdke: serial killer ou bode expiatório do regime nazista?

Bruno Lüdke era um impiedoso serial killer nazista ou apenas mais uma vítima do regime de Adolf Hitler?

Por Danilo Cezar Cabral
Atualizado em 22 fev 2024, 10h19 - Publicado em 6 dez 2016, 14h43

ILUSTRA Eduardo Belga

1) Irmão de cinco e filho de Otto e Emma Lüdke, Bruno nasceu em Köpenick, cidade alemã próxima a Berlim. Como não acompanhava o ritmo dos colegas na escola, Lüdke foi enviado para um colégio especial para crianças com dificuldade de aprendizado, mas não passou da 6ª série.

2) Com 14 anos, foi trabalhar na lavanderia dos pais. Bruno conduzia uma carroça e “confiscava” parte do pagamento dos clientes. Em 1938, foi preso por maltratar seu cavalo. No xadrez, foi diagnosticado como deficiente mental e acabou esterilizado em Berlim.

3) Bruno seguiu frequentando a prisão. O sujeito adorava surrupiar aves, incluindo os patos do vizinho. O larápio, porém, não ficava preso por muito tempo – na Alemanha, a cláusula 51 do código penal da época não permitia que um doente mental fosse levado a julgamento.

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4) Em 1943, o corpo da cliente Frieda Rössner foi achado em uma floresta. A viúva de meia-idade sofreu abuso sexual e morreu estrangulada com um xale. Lüdke foi preso como principal suspeito e revelou ter estuprado – ou pelo menos tentado estuprar – 50 mulheres.

5) Investigações recentes sobre Lüdke sugerem que ele talvez fosse inocente. Suspeita-se que as autoridades de Berlim tenham usado o sujeito como bode expiatório em assassinatos não solucionados fora da cidade de Köpenick para melhorar as estatísticas policiais.

6) Dois meses após ser preso, o serial killer confessou ter matado Frieda e mais duas mulheres nas redondezas de Köpenick, além de outras 20 em Berlim e cidades vizinhas. Bruno nunca conseguiu, porém, esclarecer detalhes sobre como e onde cometeu os crimes.

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7) Apenas um dos comissários criminais envolvidos com o caso conduziu os primeiros interrogatórios. Heinz Franz ganhou a confiança de Lüdke, que curtia a repercussão popular gerada pelas suas “revelações”. Amparado pela cláusula 51, Lüdke nunca foi julgado e virou cobaia para testes científicos.

Que fim levou?

O tour científico de Lüdke chegou ao fim em 1944, na Áustria. Bruno foi morto com uma injeção química em uma instituição de pesquisas da capital, Viena.

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