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Como funciona a fibra ótica?

Imagine um cabo muito flexível, da espessura de um fio de cabelo, todo enrolado e com vários metros de comprimento. Agora imagine-se segurando uma das pontas desse fio e acendendo uma lanterna perto dela. Aí vem a mágica: na outra ponta, mesmo que ela esteja em outro quatro, ou em outro prédio, acende-se uma luzinha, a mesma da sua lanterna e que percorreu as várias voltas do cabo. Em resumo, isso é a fibra ótica, um material que aparentemente contraria o princípio básico de que a luz se propaga em linha reta. Essa capacidade de transportar a luz tem diversos usos. Imagine aquela sua lanterna piscando rapidamente numa espécie de código morse. Na outra ponta, um sensor capta essa luz e transforma o código em sinais elétricos que possam ser compreendidos por um computador. Foi assim que a fibra ótica revolucionou as telecomunicações, permitindo o envio de gigantescas quantidades de informações em feixes de fibras relativamente finos e maleáveis.

Hoje, a maior parte do tráfego de comunicação da internet passa por verdadeiras rodovias de dados feitas de fibra ótica, que inclusive atravessam os oceanos do planeta. Grandes empresas e provedores de internet ligam seus computadores diretamente a um cabo ótico, obtendo uma internet super-rápida. Porém, ainda é muito caro trazer uma fibra ótica para a maioria das residências. Mesmo os atuais serviços de banda larga não levam uma fibra ótica direto para as casas, preferindo usar cabos já existentes, como os de telefone ou de TV por assinatura. É bom deixar claro que esse poderoso fiozinho não é útil só para as telecomunicações, podendo ser aplicado também em muitos outros setores. Na medicina, por exemplo, a fibra ótica está sendo usada para conduzir lasers de alta potência que, em cirurgias, servem para cauterizar artérias e tecidos. Já no setor de serviços, ela está presente em leitores flexíveis dos códigos de barra dos produtos vendidos.

Ziguezague brilhante
Sinais luminosos carregam mais informações

1. A fibra ótica nada mais é que um minúsculo cabo de vidro ou plástico finíssimo e ultratransparente, envolto por uma capa de material reflexivo

2. Sinais luminosos – que podem, por exemplo, levar dados a serem decifrados por computadores – caminham dentro desse cabo, ricocheteando para lá e para cá nas paredes da capa reflexiva

3. Ao contrário dos sinais elétricos, a luz não cria um campo magnético nem provoca interferência. Por isso, vários sinais luminosos podem ser enviados em um pequeno feixe de fibras, levando diversas vezes mais informações que num cabo elétrico da mesma espessura