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Há quantas moedas paralelas no Brasil?

Além do real, existem outras 51 moedas em circulação no país. Com nomes tão incomuns quanto tupi, guará e palma, elas são emitidas por uma rede de bancos comunitários (cada um tem a sua) e só valem na área de atuação da instituição, em geral um município pequeno, um assentamento de trabalhadores rurais, um bairro carente ou uma favela. “A função da moeda paralela é gerar riqueza na comunidade, estimulando a população a comprar localmente”, afirma João Joaquim de Melo Neto Segundo – ele é o coordenador do Banco Palmas, de Fortaleza (CE), o primeiro a lançar um dinheiro desse tipo no país. “Os comerciantes dão até descontos nas compras com a moeda, como forma de atrair freguesia”, diz. O volume em circulação dessas cédulas, encontradas hoje em nove estados, é estimado em 500 mil reais. Essa bufunfa tem três características básicas: é indexada ao real, com paridade de um para um; é lastreada (a quantidade em circulação tem um valor correspondente depositado no banco); e permite o câmbio, ou seja, a pessoa pode trocá-la por real na instituição emissora. A impressão das cédulas de quase todos os bancos é feita numa gráfica de Fortaleza, que trabalha com vários elementos de segurança.

Dinheiro por fora

Fique por dentro do mundo da bufunfa social

O que é

Uma moeda criada por um banco comunitário em regiões carentes e que só tem valor na área de atuação do banco, como uma favela ou um assentamento de trabalhadores rurais

Quantas são

No Brasil, hoje, há 51 moedas paralelas, como a palma, o pirapirê, a castanha e o maracanã

Proteção

Para evitar falsificações, as notas são produzidas com componentes de segurança, como papel-moeda, marca-d’água, código de barras, tinta infravermelha e número serial

Qual seu valor

Todas as notas são de baixo valor, entre 0,50 e 10 unidades