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O que é a Navalha de Occam?

O filósofo inglês William de Occam (1285-1347) não foi o primeiro a pregar isso: Aristóteles já fazia o mesmo no século 4 a.C.

Por Bruno Lazaretti Atualizado em 4 jul 2018, 20h10 - Publicado em 18 jul 2014, 18h31

Este é o segundo capítulo da série “Teorias com nome”

É um princípio científico e filosófico que propõe que, entre hipóteses formuladas sobre as mesmas evidências, é mais racional acreditar na mais simples. Ou seja: diante de várias explicações para um problema, a mais simples tende a ser a mais correta. O filósofo inglês William de Occam (1285-1347) não foi o primeiro a pregar isso: Aristóteles já fazia o mesmo no século 4 a.C. Mas foi o nome de Occam que “colou”, por causa do frequente uso que ele fazia do argumento em debates filosóficos. Já o termo “navalha” ou “lâmina” é uma metáfora que surgiu muito depois dele: sugere que, com o uso da parcimônia, a hipótese mais complicada é “cortada”.

Visão afiada

Vamos aplicar o conceito a uma situação em que testemunhas olham para cima e veem um objeto voador não identificado

“É um avião?”

Conforme o objeto se aproxima, a hipótese ganha características diferentes: aviões voam alto, são grandes e se movem em alta velocidade (três características envolvidas na avaliação)

“É um pássaro?”

A primeira hipótese que um dos presentes exclama leva em consideração apenas duas características compatíveis com o contexto: pássaros podem voar alto e em várias direções

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“Não, é o superman!”

Quando novas evidências se apresentam, o veredito muda. Neste exemplo, uma vez que o objeto aparece à vista e se vê que é o Superman, uma terceira hipótese, com até mais características (roupa azul, capa vermelha, etc.), acaba sendo a correta

Parece, mas não é

A explicação mais simples nem sempre é a mais correta

A Navalha de Occam é um princípio metodológico, e não uma lei que diz o que é verdade e o que não é. Ou seja, ela não sugere que as explicações mais simples são sempre as verdadeiras e que as mais complexas devem ser refutadas em qualquer situação.

FONTES Stanford Encyclopedia of Philosophy e livro The A to Z of Medieval Philosophy and Theology, de Stephen F. Brown e Juan Carlos Flores

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