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Convívio familiar: Netinhos podem matar os avós

Por 31 mar 2004, 22h00 | Atualizado em 31 out 2016, 18h33

Ao menos, nos Estados Unidos. Pesquisa da Universidade de Harvard mostrou que nem sempre o convívio familiar, especialmente com as crianças, é saudável.

De acordo com o estudo, mulheres que cuidam dos netos têm 55% mais de chance de ter problemas cardíacos do que aquelas que se dedicam a outras atividades na terceira idade. As causas para esse terrível fenômeno (que ameaça afastar as vovós de seus netinhos) ainda não foram comprovadas, mas os médicos acreditam que parte do problema está numa questão de resistência mesmo: o corpo dos velhinhos já não agüenta o pique dos pequenos. Os dados levantados pelos americanos mostram que a porcentagem de doenças cardíacas aumenta na mesma medida do tempo de contato com os pequerruchos – essa fonte inesgotável de energia.

O relatório indica até um número preciso, que seria o limite de “exposição” a que os avós deveriam se permitir com os netos: nove horas semanais.

Na Universidade de Wayne, em Detroit, os parentes também inspiram pesquisas superintrigantes, digamos assim. Um estudo recente mostrou que eles reconhecem os cheiros uns dos outros… e não sentem prazer nenhum nisso. Ao contrário, odeiam! Tiffany Czilli provou sua tese de várias maneiras. Um grupo de 25 voluntários, entre pais e filhos, dormiu com camisetas novas durante três noites. Após esse período, eles foram colocados em contato com camisetas que pertenciam a seus parentes: as crianças reconheceram o cheiro do pai, mas demonstraram uma forte aversão a ele, e as mães também não gostaram do odor dos filhos. O mesmo aconteceu quando eles tiveram de cheirar duas camisetas, uma que pertencia a um parente e a outra, a um estranho. Todos preferiram o cheiro das roupas dos estranhos.

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