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Estar de bom humor melhora a eficácia da vacina da gripe

Em um estudo britânico, idosos que estavam de bem com a vida na época da imunização acumularam um número maior de anticorpos

Por Guilherme Eler - 2 out 2017, 15h19

Não é muito comum manter um sorriso de orelha a orelha quando se está prestes a receber uma injeção – por menos que você se importe com a picada. Porém, para que a vacina seja o mais eficaz possível, seria ideal que você estivesse exatamente assim, no auge do seu bom humor.

Foi o que descobriu um estudo da Universidade de Nottingham, na Inglaterra. Em um experimento, os pesquisadores testaram a relação entre a vacinação e o humor de 138 adultos, com idade entre 65 e 85 anos. Todos eles tinham participado da campanha de vacinação 2013/2014 nos EUA, e também foram imunizados na edição 2014/2015.

Duas semanas antes da vacinação, os voluntários tiveram seu sangue analisado para verificar o nível de anticorpos. Aí partir daí, eles passaram a registrar diariamente seus hábitos, listando, por exemplo, o que comiam e bebiam, se faziam atividade física, se tinham bom sono e se haviam se estressado por algum motivo – e eles continuaram registrando tudo por 4 semanas depois da vacina.

Ainda antes da injeção, os cobaias também preencheram um questionário, em que avaliavam a si próprios, sempre em uma escala de 1 a 5. Na lista, havia questões como “Você está se sentindo bem disposto?” ou “O quão descontrolado você se sente?”.

Após aplicar as vacinas, os cientistas fizeram dois novos testes sanguíneos nos voluntários – em um intervalo de 4 e 16 semanas pós-imunização. Aqueles que disseram estar de bom humor no dia da vacinação apresentaram um nível de anticorpos entre 8 e 14% maior em comparação ao restante do grupo.

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O “fator-sorriso” é mais um item a entrar para a lista de modificadores do sucesso das vacinas. Estudos anteriores mostraram que a imunização é mais eficaz quando a vacina é tomada de manhã e que funciona menos para quem é obeso. Para os mais velhos, a eficácia estimada fica entre 17 e 53%, baixa, se comparada à taxa de sucesso entre os mais jovens (entre 70 e 90%).

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