Molho de tomate ameaça camisa branca
Encontrar explicações concretas e precisas para fenômenos que todos consideram “naturais”. Eis um desafio que dá grande prazer aos cientistas. Sujar a roupa comendo macarrão, por exemplo, é algo que acontece com grande freqüência. Mas por quê?
Essa era uma das inquietações do professor Colin Humphreys, da prestigiosa Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Junto com três colegas, ele passou a aproveitar o horário do almoço para experimentos capazes de resolver esse enigma. Usando os equipamentos do Instituto de Física, os especialistas provaram que as massas mais finas e longas, como o espaguete, são mais perigosas do que as grossas, como o tagliatelli ou o fetuccini, ou as recheadas.
E mais: que os molhos à base de tomate e azeite de oliva são muito mais ameaçadores do que os feitos com queijo ou molho branco. Isso porque os primeiros são mais líquidos e menos aderentes à massa, enquanto os outros são mais encorpados e menos oleosos. Os testes de laboratório mostraram ainda que um fio de espaguete de 11 centímetros, embebido no molho de tomate, tem enorme chance de sujar sua camisa branca se ele escapar do garfo. Isso porque a força centrífuga fará o “sugo” saltar a 1,2 metro de distância a uma velocidade de 3 metros por segundo. Impossível evitar o desastre…
A equipe de Cambridge foi mais longe e conseguiu comprovar que a melhor maneira de manter a roupa limpa à mesa é comer o espaguete com garfo e colher – o primeiro, na posição vertical, deve ser usado para enrolar poucos fios de cada vez, lentamente. Depois, o garfo deve ser retirado e a massa, levada à boca só com a colher. Na Itália, algumas pessoas acharam a pesquisa muito interessante, mas afirmaram que preferem continuar pendurando o guardanapo na gola da camisa ou amarrando-o ao pescoço para saborear aquela bella pasta.





