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O lixão verde

Aproveitando gases da matéria orgânica em decomposição, aterros sanitários geram energia. São Paulo tem dois, que podem produzir 900 KWh - mas não o fazem, para não poluírem mais do que despoluem

Por 15 abr 2011, 22h00 | Atualizado em 16 Maio 2018, 13h19
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1. Debaixo do chão
Drenos levam o biogás, gerado pelo lixo, para a superfície. Da ponta de cada dreno saem tubos de plástico, formando uma rede que vai até a usina.

2. Por partes

O gás é resfriado e repartido: a parte que é chorume se condensa e volta para o aterro, pois ajuda na decomposição; e a parte que é metano, que vai gerar energia, segue no circuito.

3. Puxando o freio

A usina não funciona a todo o vapor: usa uma parcela do gás e queima o resto. Assim, ganha créditos de carbono, espécie de vale-poluição que empresas muito poluentes compram das que estão abaixo da cota.

4. Energizando
Aqui, é como se fosse uma termoelétrica – o biogás passa por um processo de combustão, movimentando pistões que geram energia.

5. Rumo à tomada
Dali, a energia está pronta para consumo. O aterro de Perus, em São Paulo, produz 20 MWh, que dá conta de uma cidade de 300 mil habitantes. Pouco, mas necessário.

VIDA PÓS-GÁS
Depois que um aterro deixa de produzir gás, após uns 15 anos, ele é desplugado da usina, e o terreno pode ser reaproveitado para outras atividades.

Fontes Antonio Carlos Delbin, diretor-técnico da Biogás; Emerson L. A. de Souza, supervisor de manutenção da Biogás; Juliana Gonçalez Justi, assistente-técnica da Biogás.

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