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Violinista tetraplégica usa ondas cerebrais para compor

Um capacete com eletrodos foi a ferramenta que possibilitou a ação

A última vez que Rosemary Johnson havia composto música fora aos 23 anos, em 1988. Naquele ano, um acidente de carro interrompeu a carreira da promissora violinista, membro da Orquestra da Ópera Nacional Galesa. Após sete meses em coma, Johnson acordou com uma séria lesão cerebral – não conseguia mais falar, nem fazer qualquer movimento com o corpo. Desde aquele dia, só tocou algumas poucas notas musicais no piano, com a ajuda da mãe.

Mas pesquisadores britânicos deram a ela uma nova esperança. Em um projeto que durou mais de 10 anos, desenvolveram um capacete cheio de eletrodos, capaz de ler ondas cerebrais. Com ele, Johnson pode escolher, usando apenas a mente, notas musicais em uma tela de computador, enquanto um violinista tocava simultaneamente a canção que ela compunha.

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Funcionou assim: cada nota musical era representada na tela por uma luz diferente. Aí tudo o que ela precisou fazer foi focar nas luzes, na sequência musical que queria, enquanto os eletrodos captavam as ondas cerebrais. E as luzes se transformavam em notas, como em uma partitura. A intensidade do foco mental dela era capaz até de mudar o volume e a velocidade da canção.

Johnson não foi  única a recuperar a chance de compor músicas. Outros três pacientes do hospital também foram treinadas para usar a tecnologia. Juntos, eles todos já gravaram  um trecho de uma canção inédita. A primeira apresentação ao vivo da música acontecerá em Plymouth, na Inglaterra, no final de fevereiro.

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