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2017 foi o ano mais seguro para viagens aéreas

De acordo com uma consultoria holandesa, foram registrados 35 milhões de voos no mundo todo — e apenas dois acidentes fatais

Por Lucas Pasqual Atualizado em 2 jan 2018, 19h26 - Publicado em 2 jan 2018, 13h13

2017 foi o ano em que mais pessoas viajaram de avião na história — e, apesar do recorde, também foi o mais seguro para os passageiros.

De acordo com o Civil Aviation Safety Review for 2017, relatório anual divulgado pela consultoria de aviação holandesa To70, apenas dois acidentes fatais foram registrados ao longo do ano, com 13 mortes, de um total de 35 milhões de voos.

O primeiro aconteceu em outubro, quando os pilotos de uma ambulância aérea angolana perderam o controle da aeronave, um Embraer Brasilia, após uma falha mecânica. Sete pessoas morreram.

Depois, em novembro, outras seis foram vítimas da queda de um Let L-410 operado pela Khabarovsk Avia, estatal russa, em Nelkan, no extremo leste do país. Uma garota de quatro anos sobreviveu.

A To70 analisa voos envolvendo aeronaves de passageiros que pesem mais de 5,7 toneladas, e não contabiliza helicópteros, voos privados ou militares.

Em entrevista ao The Independent, o líder da pesquisa, Adrian Young, ressalta que as taxas baixas de 2017 não devem se manter: “Em parte, esses números positivos são pura sorte. Mesmo assim, o nível de segurança que a aviação civil atingiu é excepcional.”

O relatório aponta, ainda, que dispositivos eletrônicos despachados durante o check-in são potencialmente perigosos. “O uso crescente de baterias de íon de lítio em eletrônicos cria um risco de incêndio a bordo”, lembra Young.

Em 2016, foram registradas 271 mortes em sete acidentes aéreos — incluindo aí a tragédia com o time da Chapecoense. Nos dois anos anteriores, os números eram bem mais altos: em 2015, 471 pessoas em quatro acidentes; e em 2014, 864 pessoas em cinco acidentes, segundo a consultoria holandesa.

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