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Como o Twitter (e outras redes sociais) ganham dinheiro?

O próximo passo de Elon Musk será fazer sua compra valer a pena. Entenda de onde vem a receita de redes sociais – e por que o Twitter ainda dá prejuízo.

Por Luisa Costa 26 abr 2022, 18h00

Depois de se tornar o acionista majoritário do Twitter, Elon Musk fechou um acordo para comprar a rede social por US$ 44 bilhões, conforme anunciado na última segunda (25). E qual será o próximo passo do homem mais rico do mundo? Provavelmente, fazer a compra valer a pena.

Dizer que o Twitter não é lá muito lucrativo seria eufemismo: nos últimos dois anos, a plataforma deu prejuízo de US$ 1,6 bilhões. Ele tem um modelo de negócios semelhante ao de outras redes sociais, mas alcance consideravelmente menor – o que explica, ao menos em parte, por que o site não vai tão bem assim.

Há 217 milhões de pessoas no Twitter. O Instagram, por sua vez, tem mais de dois bilhões de usuários, e o Facebook, mesmo perdendo popularidade nos últimos tempos, continua com 1,9 bilhões. A rede social do passarinho é utilizada por muita gente influente (como políticos) e se destaca nos debates públicos, mas não atrai tantos anunciantes. E é por isso que não ganha tanto dinheiro.

A maneira mais comum das redes sociais gerarem receita é vendendo anúncios e impulsionando contas e posts. Aqueles textos e imagens indicados como “promovidos” no Twitter, por exemplo, aparecem para mais usuários conforme a quantia paga pelo anunciante. Essa é a principal fonte de renda para a plataforma: gerou US$ 1,41 bilhões do total de US$ 1,57 bilhões obtidos no último trimestre, o que equivale a 90% da receita da rede.

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A publicidade é, claro, personalizada. A ideia é que propagandas de hambúrgueres não apareçam para pessoas vegetarianas, ou que vestidos de formatura para mulheres aposentadas. À medida que você fornece dados, faz parte de determinados grupos ou curte e compartilha certos conteúdos nas redes sociais, o algoritmo sabe quais interesses você pode ter, o que pode comprar e se faz ou não parte do público-alvo de um anunciante.

Depois da publicidade, a principal fonte de renda do Twitter vem do licenciamento de dados, conhecido como “firehose”. Ele consiste na venda dos dados públicos das redes sociais para empresas que analisam tendências e ajudam marcas a entenderem como elas são vistas pelas pessoas – e como seus produtos e serviços são recebidos.

Quanto mais usuários uma rede social tem em mãos, melhor funciona esse modelo de negócios. Por isso, o Twitter sai em desvantagem. Seu tamanho menor é refletido em seu valor de mercado: apesar de ter sido comprado por US$ 44 bilhões, na verdade ele vale US$ 36 bilhões – contra os US$ 583 bilhões do Facebook.

É esperado que Elon Musk mexa no funcionamento do Twitter – talvez ele diminua a moderação de conteúdo, altere a verificação de perfis, torne público o algoritmo da plataforma ou possibilite a edição de posts. Mas também se especula que ele faça alterações pensando em tornar a plataforma mais rentável.

Isso pode incluir o corte de gastos – diminuindo a equipe responsável pela moderação de conteúdo na plataforma, por exemplo –, a adoção de uma estratégia para atrair mais usuários e anunciantes para a plataforma ou até a venda do acesso ao Twitter.

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