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Como proteger os rios garante comida no seu prato

Da nascente ao campo, da plantação à mesa, descubra como a natureza guarda o segredo da segurança alimentar

Por Abril Branded Content 20 jan 2026, 17h00 • Atualizado em 26 mar 2026, 19h00
  • Com qual frequência você pensa na jornada dos alimentos até o prato? Essa história começa com a água e dela depende todo o ciclo que sustenta a vida no campo. A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), porém, alerta que, até 2040, a disponibilidade hídrica nas principais bacias do Brasil pode cair até 40%. Trata-se de uma projeção alarmante, considerando que mais de 70% da água utilizada em todo o mundo vai para a agricultura.

    Quando a terra perde sua capacidade de reter água, os rios diminuem e o campo sofre. Foi essa relação direta que um estudo conduzido pelo Movimento Viva Água – iniciativa idealizada pela Fundação Grupo Boticário em parceria com o Instituto Aegea e Águas do Rio, Instituto Itaúsa, Sanepar, Wilson Sons e outras 44 instituições — comprovou na bacia do rio Miringuava, na região metropolitana de Curitiba, no Paraná.

    Durante os períodos de seca, o volume dos rios em áreas degradadas pode cair até 52%, enquanto em regiões com alta cobertura de floresta nativa a redução é de apenas 6% a 11%. “Nossa metodologia se consolida como uma ferramenta de investimento de impacto socioambiental ou de ESG altamente eficiente”, afirma Guilherme Karam, gerente de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário.

    O futuro da agricultura brasileira passa pela recuperação dos ecossistemas. A agricultura sustentável vem se consolidando como o caminho mais eficiente – e a bacia do rio Miringuava é um bom exemplo. Ali, técnicas como o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH) mostram como produzir mais, gastando menos e cuidando do meio ambiente. O método se baseia em pouco revolvimento do solo, cobertura permanente com palhada e rotação de culturas.

    A resposta está na natureza

    Idealizado em 2019, o Movimento Viva Água aposta nas Soluções Baseadas na Natureza, investindo na restauração de florestas, proteção de nascentes, recuperação de áreas degradadas e promoção de práticas agrícolas sustentáveis e do empreendedorismo socioambiental. “Nosso foco é articular uma cooperação multissetorial para que a conservação se torne um ativo que impulsiona o desenvolvimento
    sustentável”, observa Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário.

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    O movimento já mobilizou R$ 27 milhões em recursos, beneficiou mais de 180 mil hectares em bacias hidrográficas e fortaleceu 60 negócios de impacto socioambiental. Um dos casos mais emblemáticos
    é o Guaviva, marca coletiva que nasceu para encurtar as distâncias entre quem planta e quem consome.

    O modelo já é responsável pelo aumento de 38% da renda dos produtores envolvidos e tem como meta expandir a produção sustentável para 500 hectares e entregar 240 cestas de alimentos mensalmente.

    Uma teia de soluções pelo Brasil

    No Paraná, as ações na bacia do rio Miringuava fortaleceram a segurança hídrica e impulsionaram negócios sustentáveis. Na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, o movimento apoia a recuperação de uma região que influencia a vida de mais de 2,5 milhões de pessoas.

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    Neste ano, o modelo chegou ao Sistema Cantareira, responsável por 46% do abastecimento da Grande São Paulo, e às bacias dos rios Joanes e Jacuípe, essenciais para 40% do fornecimento de água da Grande Salvador. A expansão está alinhada à meta da Fundação Grupo Boticário de atuar em seis mananciais prioritários até 2030, beneficiando 25 milhões de pessoas.

    Para acelerar essa nova etapa, a Fundação lançou a Teia de Soluções CAMP Viva Água, que destinará até R$ 10,5 milhões a iniciativas de conservação da água, desenvolvimento local, empreendedorismo socioambiental e adaptação climática. Saiba mais em: camp.teiadesolucoes.com.br.

    O papel de cada um

    Escolher produtos de origem sustentável, com menor uso de água, ou de dar preferência a agricultores locais já ajuda a proteger os rios e as nascentes. Ao priorizar alimentos da estação, o consumidor reduz
    a necessidade de irrigação artificial e de transporte de longa distância.

    Apoiar produtores que trabalham de forma consciente ajuda a financiar práticas que mantêm o equilíbrio dos ecossistemas. É uma cadeia virtuosa em que todos ganham, o meio ambiente, o agricultor e o próprio consumidor.

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