Clique e Assine a partir de R$ 8,90/mês

EUA estudam colocar bombardeiros nucleares em alerta

Medida não é adotada desde o fim da Guerra Fria, em 1991, e está ligada à Coreia do Norte - que os americanos acabaram de cercar com o terceiro porta-aviões

Por Bruno Garattoni Atualizado em 26 out 2017, 12h00 - Publicado em 26 out 2017, 11h50

A Força Aérea americana está se preparando para colocar sua frota de bombardeiros B-52, que carregam bombas nucleares, em regime de prontidão máxima, 24 horas por dia – o que não acontece desde o fim da Guerra Fria, em 1991. A nova diretriz significa que as aeronaves ficarão prontas para operação, com pilotos e tripulantes dormindo em bases aéreas como a de Barksdale (Louisiana), cujos alojamentos já estão sendo reformados.

A mudança significa que, num eventual conflito, os B-52 poderiam ser acionados rapidamente, pulando as horas que normalmente são necessárias para deixá-los em situação operacional. Ela ainda depende de autorização do U.S. Strategic Command, o órgão que supervisiona as ações de ataque e dissuasão (deterrence) dos EUA, e não seria algo sem precedentes – outras peças do aparato militar americano, como os lançadores de mísseis intercontinentais e os aviões E-4B, que poderiam ser usados para transportar o presidente em caso de guerra, já ficam de prontidão 24 horas por dia.

Ouvido pelo site Defense One, que revelou a medida, o general americano David Goldfein disse que o objetivo dos B-52 é “dar opções” aos líderes militares, e que “o mundo não é mais bipolar, só conosco e a União Soviética. Agora há outros players com capacidade nuclear”. Ontem os EUA posicionaram mais um superporta-aviões, o USS Ronald Reagan, na região da Coreia do Norte. Agora há três embarcações do tipo na região, que juntas suportam 270 aeronaves.

Publicidade