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A busca pelo gadget faz-tudo

Tudo o que você viu sobre convergência no celular é só o começo

Por 30 set 2008, 22h00 | Atualizado em 31 out 2016, 18h51

Fernanda Ângelo

Enfiaram tudo que se possa imaginar nos celulares: câmera, GPS, música, vídeo, softwares, internet – se você precisar, eles fazem até telefonemas. E essa convergência só vai aumentar: a tendência é que, em breve, o celular comece a roubar mercado dos demais aparelhos eletrônicos, para em seguida acabar com alguns deles. Os tocadores de mp3 devem ser as primeiras vítimas. Nos próximos 2 ou 3 anos, a capacidade de armazenamento dos telefones deve explodir, chegando a dezenas de gigabytes. Aí, adeus, iPod. A Apple sabe disso, tanto é que já está parando de investir no iPod Classic e apostando cada vez mais no iPhone. Que, além de ser um ótimo reprodutor de mp3, também roda vídeos muito bem – e está extinguindo os tocadores portáteis de dvd. Se eu disser que o celular pode matar a TV, você acredita? Pois já existe um aparelho que sintoniza TV (veja no Guia de Compras desta edição). Ou melhor: sintoniza e supera – estão em desenvolvimento, na Alemanha e nos EUA, celulares com projetor embutido. Basta apontar o telefone para a parede da sala e está pronto um telão. A novidade pode chegar ao mercado nos próximos 5 anos.

• Tanta convergência seria uma beleza, não fosse um problema: a concentração de funções em um só aparelho pode deixá-lo mais difícil de usar – um estudo da Nielsen descobriu que apenas 32% dos donos de celulares com câmera tiram fotos. Outros 44% esquecem as funções multimídia e só usam o aparelho para fazer ligações.

• A indústria, é claro, trabalha para deixar os supertelefones simples e intuitivos – a Apple, ano a ano, mostra que isso é possível. Outro grande desafio é reduzir tamanhos – qual o sentido em produzir um tijolão superconvergente? A tarefa não é simples, mas a esperança vem do passado: se há 60 anos o rádio era uma caixa do tamanho de um fogão e hoje é apenas um chip minúsculo que pode ser inserido em qualquer mp3 player de quinta categoria, tudo deve ser possível. E é por isso que testes com lentes líquidas, laser, nanotecnologia e holografia permitem sonhar com um futuro onde tudo que precisamos cabe no celular – um celular ainda mais funcional do que o aparelho que temos hoje.

Diga alô para a jóia mutante

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O conceito Morph, da Nokia, é um exemplo (

www.nokia.com/A4852062

) do que os novos materiais permitirão. O celular parece mais um conjunto de jóias. O brinco é o fone bluetooth. O telefone, flexível, faz as vezes de pulseira. Nanossensores 10 mil vezes menores que pêlos de moscas prometem ainda mais funções, como medir a poluição do ar e a qualidade dos alimentos.

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