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Banana à energia solar

O primeiro carro solar brasileiro vai inaugurar a participação do país na World Solar Challenger, a mais importante competição do mundo para carros movidos a energia solar.

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h49 - Publicado em 30 set 1992, 22h00

The Banana Enterprise, o primeiro carro solar brasileiro, vai inaugurar a participação do país na World Solar Challenge, a mais importante competição do mundo para carros moídos a energia solar, realizada de três em três anos. Na próxima apresentação, em novembro de 1993, o Banana percorrerá 3000 quilômetros pelo deserto australiano, pilotado, em revezamento, pelos cinco jovens engenheiros automotores do projeto, todos ex-alunos do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA).

Um painel de células fotovoltaicas – placas de silício que transformam diretamente a luz do sol em eletricidade – cobrirá toda a superfície do carro, fornecendo energia para o motor elétrico. O Banana tem formato aerodinâmico, lembrando uma asa de avião invertida, o que diminui a resistência do ar. O projeto prevê apenas três rodas, em vez de quatro, para reduzir o coeficiente de atrito com o chão, permitindo maior velocidade. Com tudo isso, o Banana vai manter a velocidade média de 70 quilômetros por hora e potencia máxima de 1700 watts, ou 2,3 HP, um bom desempenho para carros solares.

Os engenheiros-piloto prometem fazer tudo para chegar na frente, embora ao entrem na corrida somente atrás da vitoria. “O maior objetivo é testar o ganho de velocidade com um painel solar maio, já que o carro terá capacidade para duas pessoas, e não apenas uma”, explica o entusiasmado Eduardo Bomeirsel, chefe da equipe. O chassi de fibra de vidro e kevlar e as próprias células fotovoltaicas, caríssimas, justificam o alto custo do projeto – 500000 dólares ainda à espera de patrocínio para que o carro seja construído.

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