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Facebook vai criar sistema de assinatura paga de páginas

Você gosta tanto de uma página ou digital influencer a ponto de querer pagar para receber seu conteúdo?

O Facebook precisa se reinventar — e sabe disso. Pouco a pouco, os mais jovens estão perdendo o interesse na plataforma; o ambiente permitiu o surgimento das “fake news”; e só essa semana seu valor de mercado caiu US$ 35 bilhões depois que foi descoberto como a empresa de análise de dados Cambridge Analytica usou informações de 50 milhões de usuários para fins políticos. Para piorar, uma parte importante da internet, os criadores de conteúdo, estão deixando a plataforma para produzir no YouTube ou Instagram.

Para impedir a dispersão, a empresa anunciou que está criando novas funcionalidades. Entre elas, a possibilidade de o público apoiar os criadores com assinaturas mensais em suas páginas. Como recompensa, os fãs receberão conteúdo exclusivo e um emblema no perfil, sinalizando que é um fã daquele artista, pessoa ou blog. A ferramenta também vai facilitar a comunicação entre as marcas, para posts patrocinados.

A ideia não é exatamente uma novidade. Empresas como Patreon e Padrim fazem um serviço bem parecido com resultados satisfatórios no mundo inteiro. No Brasil, pequenos e grandes produtores de conteúdo usam essas ferramentas. O perfil “Clara Decidida”, por exemplo, conta com mais de 206 apoiadores que contribuem para que ela publique seus livros no Wattpad. A youtuber Isabela Lubrano, do canal Ler Antes de Morrer, continua gravando graças aos seus 111 apoiadores. Unir um modelo de negócios que já funciona com todo o poder do Facebook pode trazer resultados ainda melhores para os interessados.

Nos últimos anos, a plataforma diminuiu consideravelmente o alcance das páginas com a justificativa de que isso deixou o feed mais interessante para o usuário comum — em teoria, queremos saber mais sobre nossos amigos do que sobre marcas. O novo investimento faz com que as páginas produzam para quem efetivamente quer receber o conteúdo. A ideia está em fase de testes e ainda não tem data para ser implantada no mundo todo. Seu principal concorrente nesta frente, o YouTube, também está testando uma iniciativa parecida.