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Games e Telas – A morte do joystick

Entre os 3 principais consoles da atual geração, o que alcançou o maior sucesso comercial foi o Nintendo Wii, graças ao controle por movimentos. Passados 4 anos, o Xbox 360 e o PlayStation 3 finalmente recuperam o tempo perdido

Por Da Redação Atualizado em 31 out 2016, 18h47 - Publicado em 16 abr 2011, 22h00

Emerson Kimura

XBOX KINECT

Em novembro a Microsoft fará uma reformulação importante no Xbox: o novo periférico Kinect transformará o corpo do usuário no controlador do game. É num passo formidável, que elimina de vez o joystick. O jogador só precisa ficar de frente para o Kinect, um acessório formado por sensores de profundidade, câmera e microfone. Ele reconhece movimentos do corpo inteiro, comandos de voz e o rosto do usuário.

Vai dar para pular, chutar e dar piruetas em jogos de futebol, boliche, aeróbica, dança… Se o Wii já foi um soco no sedentarismo, este será o golpe final – e a captura de movimentos tem sido testada também em TVs, para aposentar o controle remoto (veja pág. 40).

E o Kinect não interessa apenas a quem curte games. Ele serve de laboratório para a Microsoft desenvolver novas interfaces possivelmente aplicadas, por exemplo, no Windows 8.

E DEPOIS?
As gerações de consoles constumam durar meia década. Como o Xbox 360 foi lançado em 2005, e o Wii e o PlayStation 3, no ano seguinte, previsões dizem que novos consoles devem ser lançados em 2011 e 2012. Mas, por enquanto, os hipotéticos Wii 2 (ou Wii HD), PlayStation 4 ou Xbox 720 são pura boataria – mais comuns são os comentários de que a atual geração será bem mais longa que as anteriores, principalmente para o Xbox 360 e o PlayStation 3.

De qualquer maneira, estima-se que Nintendo e Microsoft lançarão seus próximos consoles antes da Sony. A Nintendo, pois o hardware do Wii já está ultrapassado. A Microsoft, porque o Xbox 360 foi o primeiro console da geração atual. Além disso, a Sony sempre disse que o PlayStation 3 teria vida longa. Mas nada impede de o PS3 viver junto com o seu sucessor, como ocorre hoje com o PS2.

Quando vierem, todos esses novos consoles deverão ter capacidade para imagens tridimensionais e controles de movimentos – para jogos muito mais sofisticados e em quantidade maior. E, naturalmente, deve aumentar o número de jogos que são vendidos por lojas virtuais, via download.

PS MOVE

O PlayStation Move usa um controlador de movimento para cada mão. Até aí, nada muito diferente do Wii. A grande virada é que, além de 3 acelerômetros para identificar os movimentos espaciais, ele usa uma câmera. Uma esfera luminosa de led instalada no controlador principal serve de marcador para a câmera, que reconhece facilmente sua movimentação e posição.

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E tem mais. Dos concorrentes, o console da Sony é o único já compatível com games 3D. Como o recurso é novo, os jogos ainda são poucos – basicamente títulos antigos que ganharam adaptação-, mas a variedade vai aumentar com o tempo. E em setembro, junto ao Move, virá o suporte para filmes 3D.

UMA TELA, DUAS IMAGENS

Pedidos de patente da Sony indicam a possibilidade de usar uma tela 3D para que dois jogadores vejam diferentes imagens 2D simultaneamente na mesma TV. Isso acabaria com a chatice de dividir a tela ao meio. A ideia é bem simples: para passar uma ilusão de profundidade, TVs 3D emitem duas imagens em ângulos diferentes, e óculos especiais filtram uma para cada olho. Já na patente da Sony, um par de lentes filtra uma imagem para o jogador 1, e o outro par filtra outra para o jogador 2.

NINTENDO 3DS

Desde o Game Boy, a Nintendo domina entre os consoles portáteis. Sua próxima cartada é o 3DS, com tela autoestereoscópica – isto é, que elimina os óculos especiais para ver imagens 3D. Assim como os atuais portáteis da série DS, ele tem duas telas. A superior, de 3,5 polegadas, é tridimensional; a de baixo, de 3 polegadas, é sensível ao toque. O console tem 3 câmeras – duas para captar fotos e vídeos 3D, e outra que fica de frente para o jogador. A Nintendo fez também acordos com estúdios para o lançamento de filmes 3D para o portátil.

3D SEM ÓCULOS SÓ NOS PORTÁTEIS

Para o espectador receber em cada olho duas imagens diferentes e assim enxergar um cenário tridimensional, ele precisa ficar bem no centro da tela. Com um ângulo de visão tão restrito, as telas autoestereoscópicas devem aparecer principalmente em aparelhos portáteis, como games individuais (caso do Nintendo 3DS) e telefones celulares, que também viraram uma plataforma de games. Alguns celulares da Sharp e da Samsung já têm o recurso, e outras empresas, como a 3M, Nvidia e N4D, também investem na tecnologia.

PAPEL ELETRÔNICO EM CORES

• A principal característica dos leitores de livros eletrônicos, como o Amazon Kindle e o Sony Reader, é a tela de papel eletrônico, produzida pela E Ink. Ela consome pouca energia, tem bom ângulo de visão e não “cansa” a vista, pois usa iluminação ambiente. Só que suas desvantagens não são pequenas: não tem cores nem exibem vídeos. Isso vai mudar. Algumas empresas investem em telas que superam suas limitações, sem eliminar as vantagens.

• A E Ink e empresas como Bridgestone e SiPix desenvolvem papéis eletrônicos coloridos. O problema é que ainda não conseguem exibir vídeos.

• A tela Mirasol, da Qualcomm, que usa uma tecnologia chamada IMOD, ou modulação interferométrica, é colorida e exibe vídeos. Já foi usada em alguns produtos como celulares e não deve demorar para chegar aos e-readers.

• Pesquisadores da HP trabalham em um tipo de papel colorido que, além de exibir vídeos, oferecem um nível de brilho maior do que o de outros e-papers.

• A Liquavista tem um papel eletrônico por eletroumectação que reproduz cores e vídeo. Mas o mais louco é outra tela, que funciona em dois modos: monocromático com luz ambiente, indicado para a leitura de textos, e outro em cores com luz traseira, recomendado para ver fotos e vídeos.

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