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Por que o Facebook mudou de nome para Meta?

O "rebranding", que acontece em meio a uma crise de vazamento de documentos oficias da companhia, visa reforçar o metaverso, que consiste em experiências de imersão e realidade virtual. Entenda.

Por Luisa Costa Atualizado em 29 out 2021, 19h56 - Publicado em 29 out 2021, 19h48

O Facebook está passando por aquilo que profissionais de marketing (ou viciados em palavrinhas estrangeiras) chamam de rebranding: a formação de uma nova identidade. A empresa, dona de plataformas como Instagram, WhatsApp e o próprio Facebook passou a se chamar Meta. –uma referência ao “metaverso”, uma espécie de versão 3D da internet que está na mira de vários desenvolvedores.

(Calma. Nós já iremos explicar tudo isso.)

O CEO da companhia, Mark Zuckerberg, anunciou a mudança durante uma conferência no último dia 28. Segundo ele, a ideia é dissociar a empresa da rede social Facebook e focar no metaverso: “No momento, nossa marca está tão intimamente ligada a um produto que não pode representar tudo o que estamos fazendo hoje. Com o tempo, espero que sejamos vistos como uma empresa de metaverso. Quero ancorar nossa identidade naquilo que estamos construindo”.

A mudança, que ocorre em meio a uma crise vivida pela empresa, não vai chegar aos seus produtos de bilhões de usuários no mundo – as plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp manterão os seus nomes. 

É um caso parecido ao que ocorreu com o Google, em 2015. O conglomerado, formado por empresas como a Google Inc., Nest Labs e Calico, passou a se chamar Alphabet, em uma tentativa de não atrelar o nome Google a todos os seus braços.

O que é o metaverso?

Considerado por alguns como uma versão futura da internet, o metaverso se baseia na criação de espaços virtuais 3D compartilhados. A ideia é que, nesse cenário, usuários de plataformas online possam acessar uma espécie de realidade paralela, com imersão promovida por técnicas de realidade aumentada e virtual, por exemplo – como o dispositivo Oculus Quest, produto da recém-batizada Meta.

“A qualidade definidora do metaverso será um sentimento de presença – como se você estivesse ali com outra pessoa ou em outro lugar. Sentir-se verdadeiramente presente com outra pessoa é o maior sonho da tecnologia social”, afirma Zuckerberg.

“Neste futuro, você será capaz de se teletransportar instantaneamente como um holograma para estar no escritório sem se deslocar, em um show com amigos ou na sala de estar de seus pais para conversar”, continua.

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Se ainda está meio difícil de visualizar o metaverso, assista a um trecho da apresentação feita por Zuckerberg:

A ideia de experiência de imersão não é algo novo – e dá para comparar com o mundo de videogames como The Sims ou Second Life. O ponto central é o nível de imersão do usuário e o grau de realismo do metaverso, que demandam avanços tecnológicos. E o acesso a recursos desse porte vai depender, claro, do barateamento dos aparelhos de realidade virtual.

Crise institucional

A mudança na identidade acontece em meio a polêmicas e denúncias envolvendo o Facebook. A empresa, que já lidou com escândalos sobre privacidade de dados e moderação de conteúdo, está enfrentando problemas de relações públicas e investigações do Congresso dos Estados Unidos.

O caso é conhecido como “Facebook Papers”, e consiste em um vazamento de documentos confidenciais da empresa de Zuckerberg feito por Frances Haugen, ex-gerente de integridade da companhia, que revelam políticas internas duvidosas. Nesse cenário, alguns especialistas acreditam que o rebranding é uma tentativa de criar uma “cortina de fumaça” sobre os problemas recentes.

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