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Tinder faz pesquisa política e indica qual candidato (nos EUA) dá “match” com eleitor

Você responde a algumas perguntas - e o app mostra com qual candidato cada usuário se identifica mais

Por Helô D'Angelo Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 31 out 2016, 19h00 - Publicado em 28 mar 2016, 14h00

O que acontece quando um aplicativo de paquera é combinado com uma pesquisa de intenção de voto? A resposta é o Swipe the Vote (algo como “Arraste o Voto”), uma nova função do Tinder que acaba de entrar no ar nos Estados Unidos. 

No funcionamento normal do Tinder, o usuário pode dar like ou dislike em perfis sugeridos de pessoas próximas. O Swipe The Vote funciona de um jeito diferente: ele aparece como uma “aba” diferente do aplicativo, e quem topa participar responde dez perguntas sobre suas concepções políticas, econômicas e sociais – questões como “você é a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo?” ou “qual é a sua opinião sobre a saúde pública?”. A partir das respostas, o app indica o perfil do candidato que mais se encaixa nas convicções políticas de cada pessoa, mostrando uma porcentagem de alinhamento. O participante que completa as dez perguntas pode explorar os perfis de todos os candidatos, que contêm um resumo com as propostas e as opiniões de cada um. O resultado também pode ser compartilhado via Twitter. 

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A ideia de combinar política com um aplicativo de paquera surgiu a partir de ações dos próprios usuários. Em janeiro, uma apoiadora do democrata Bernie Sanders chamada Robyn Gedrich foi temporariamente expulsa do Tinder – ela estava mandando mensagens políticas para todos os seus matches. Um mês depois, um print de um perfil falso de Marco Rubio, do partido Republicano, viralizou nas redes sociais. Foi aí que o Tinder decidiu abraçar as eleições em vez de banir os usuários que tratassem de política. 

O Swipe The Vote foi criado em parceria com o Rock the Vote, uma organização apartidária e sem fins lucrativos que tem como objetivo atrair os jovens para a política. A ideia da organização, que existe desde 1990, é usar a cultura pop para incentivar as pessoas mais jovens a votar, já que, nos EUA, o voto não é obrigatório. No final da experiência do Swipe The Vote, o usuário pode facilmente clicar em um link e se registrar para votar.  

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Além de ajudar os usuários a encontrar seus candidatos ideais, a nova função também serve como uma pesquisa política informal. Os resultados já começam a aparecer: as opiniões dos participantes ficaram mais ou menos divididas entre Bernie Sanders (37,8%), Hillary Clinton (37,6%) e Ted Cruz (14,3%). Donald Trump, que na “vida real” é o candidato republicano com a maior intenção de votos, só conseguiu 8,1% dos matches. As mulheres deram mais likes em Sanders e os homens, em Clinton – o que exclui a ideia de que mulheres votariam em Clinton só pelo gênero da candidata. 

Como a tendência é o debate político ficar cada vez mais acirrado, o Tinder vai continuar com o Swipe The Vote até o fim das eleições, em novembro. A ideia é tanto influenciar cada vez mais jovens a votar quanto colher dados sobre as intenções de votos para complementar as pesquisas do Rock the Vote. Para as eleições em outros países, ainda não há previsões de uso do Swipe The Vote

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