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Biblioteca gamer: “A Theory of Fun for Game Design” mistura teoria com cartoons

Fred Di Giacomo 22 de fevereiro de 2012

“O destino inevitável de um game é ficar chato”, Raph Koster

- 7 livros sobre newsgames que você tem que ler

Despretensiosamente pretensioso, “A theory of fun for game design” sempre divide suas duplas de páginas entre uma de teoria, com texto tradicional, e outra com um cartoon divertido que ilustra o tema central do capítulo.  Seu autor, Raph Koster, é escritor, pesquisador e chief creative officer da Sony Online Entertainment. Em linguagem pop e fluida, Koster defende a diversão como parte fundamental do processo de aprendizado, essencial para o desenvolvimento humano.  E  jogos (que ele chega e definir como “exercícios para nossos cérebros”)  têm como ingrediente básico de sua mecânica a diversão.   Mas vale a nota: jogos usam a diversão como ferramenta de aprendizado (aprendizado aqui não se aplica só a “ir pra escola”, vai desde aprender a tocar um instrumento até aprender a dirigir um avião), mas não precisam ter a diversão como seu único fim. É aí que Koster entra na parte mais “cabeçuda do livro”: para ele está na hora dos games deixaram de ser apenas entretenimento para ganharam o status de arte. Para isso, precisam variar sua temática (ainda muito ligada às funções básicas de sobrevivência do homem primitivo) e evoluir para tratar de questões não resolvidas da condição humana. Segundo Koster, as primeiras pinturas e as primeiras narrativas também eram focadas em atividades básicas: caçar, guerrear, explorar o território. Elas se tornaram arte quando passaram a tratar de temas mais complexos e abstratos.  Para ele, arte e entretenimento não são palavras que distinguem categorias, elas distinguem a intensidade de um meio.

Raph Koster, autor do livro "A Theory of Fun for Game Design"

O livro, por enquanto, só foi publicado em inglês e pode ser encontrado na Amazon.  Ele mescla um pouco de dicas práticas de game design com teoria sobre o que é diversão, o que são jogos e por que os jogos são importantes. Tem tudo a ver com o pensamento de game designers como Jane McGonigal (que defende que games, e consequentemente a diversão, podem mudar o mundo) e Ian Bogost (quando fala sobre videogames serem vistos como arte).  E, no final das contas, consegue aplicar na prática sua teoria sobre diversão, ensinando conceitos complexos pro leitor sem deixá-lo entediado.


Veja também:

-Fabiano Onça explica o que faz um game designer
-10 jogos para entender os newsgames no Brasil
-7 truques que os games usam para conquistar você

 

 


“O que importa é o conteúdo” ou “visualização de dados no jornalismo em duas falas”.

Fred Di Giacomo 17 de fevereiro de 2012

O designer italiano Francesco Franchi é o editor de arte da revista IL (Intelligence in Lifestyle). Seu trabalho é de brilhar os olhos, mas seu foco não é simplesmente deixar as páginas mais bonitas, seu foco é o conteúdo. Pra ele, “infographic thinking” não é uma moda passageira, é o futuro.

Gabriel Gianordoli foi designer da SUPERINTERESSANTE. Depois de experiências em web, revista e infografia, ele passou a se especializar cada vez mais em data visualization. Recentemente ele disponibilizou sua palestra no WIADSP (Dia Mundial da Arquitetura de Informação). Ela mostra um pouco como a visualização de de dados transforma número em imagens. Ela é também um jeito de pensar conteúdo graficamente.

Acho que a palestra do Gabriel e a entrevista do Francesco são duas pílulas legais pra quem se interessa pelo assunto. Em menos de dez minutinhos, você lê as duas abaixo. Vale a pena.

Visualização de dados no jornalismo, segundo Gabriel Gianordoli

Francesco Franchi fala sobre infographic thinking

E o que newsgames tem a ver com isso?
Dá pra dizer que newsgames são primos dos infográficos, especialmente dos infográficos interativos. Os dois transformam informação em imagens. Ian Bogost, em seu livro “Newsgames: Jornalismo At Play”, inclui infográficos interativos como um dos tipos de newsgames. Em casos como esse info do IG, acho que faz sentido, né não?

Veja também:

 

-Entenda o que faz um game designer

-10 jogos para entender os newsgames no mundo

 

 


Angry Birds chega ao Facebook. Jogue agora

Redação Super 14 de fevereiro de 2012

Angry Birds no Facebook

Se você não tem muito tempo livre para gastar, fique longe dessa notícia. O viciante joguinho Angry Birds está disponível agora também como aplicativo do Facebook. A missão continua a mesma: pássaros mal-humorados precisam detonar porcos para roubar seus ovos. A novidade do game na rede social é que você tem novos poderes à disposição e pode acessar fases exclusivas. Além, é claro, dos elementos de sociabilidade sempre presentes no Facebook.

A iniciativa tem tudo para dar certo. Desde sua estreia em dezembro de 2009, o jogo já foi baixado mais de 700 milhões de vezes. Com o lançamento no Facebook, a expectativa é que ele chegue rapidamente à marca de 1 bilhão de usuários. Vale lembrar que o jogo também está disponível como app do Google Chrome.

Leia também:
Os quatro vídeos mais legais do Youtube sobre Angry Birds

Graças ao sucesso de Angry Birds, a Rovio, empresa criadora do joguinho, já está valendo mais de 1 bilhão de dólares. E aí, você acha que o jogo merece tanto sucesso?


Intel lança game que elegerá o Mestre da Curiosidade no Facebook

Redação Super 10 de fevereiro de 2012

 

Surgiu um jogo que vai se tornar viciante para quem curte conhecimentos gerais. Mestres da Curiosidade é um social game lançado pela Intel, que entende tudo de curiosidade, disponível na fanpage da marca no Facebook

.

Seu objetivo é descobrir a pessoa mais curiosa do Face e conceder a ela o título de Mestre da Curiosidade. Para isso, o jogo conta com 13 desafios semanais, todos eles relacionados com temas abordados nos episódios da série Curiosidade, do Discovery Channel. No jogo, os participantes acumulam pontos ao responder perguntas divertidas sobre todo tipo de assunto, de personagens de filmes de personagens de filmes ao desenvolvimento de bactérias.

Há, também, outras fases, como uma em que se monta um quebra-cabeça do corpo humano ou outra em que se defende a Terra lançando mísseis contra invasores. Para pontuar, você só pode jogar cada desafio uma única vez, mas o bacana é que dá para tentar novamente cada um deles quantas vezes quiser, nem que seja só para se divertir.

Ao completar certas tarefas, além dos pontos ganha-se badges – emblemas que comprovam seu grau de curiosidade e habilidade. A cada semana, o game aponta os jogadores que se deram melhor e os tornam elegíveis para vencer o placar geral, que é a soma de pontos de todas as etapas e que irá revelar quem é o Mestre da Curiosidade do Facebook. E aí, vai encarar também?


Videogames são arte?

Fred Di Giacomo 24 de janeiro de 2012

Em seu livro “A Theory of Fun for game design”(2004), Raph Koster defende que está na hora de os games deixarem de serem vistos apenas como entretenimento para virarem arte. Alguns game designers se importam com isso a ponto de lançarem “poemas jogáveis“. Outros não dão a mínima pra polêmica e preferem encher os cofres vendendo moedinhas virtuais. Para Kellee Santiago, que pesquisou games na University of Southern California School of Cinematic Arts e produziu jogos baixáveis para Playstation Network, o assunto rende 15 minutos de palestra no TED (vídeo abaixo).

Ian Bogost transformou videogames em... poemas!

Para Kellee (e para a Wikipedia em inglês), fazer arte é organizar itens para estimular os sentidos, emoções e intelecto. E os games fazem isso. Só que os jogos estariam vivendo sua “pré-história”. Como a pintura, que começou com rabiscos em paredes e chegou até os afrescos da Capela Cistina desenhados por Michelangelo, nossa geração estaria tendo o privilégio de ver essa nova forma artística nascer e evoluir. O vídeo de Kellee explica melhor o ponto de vista. Pra ela, o fato de adultos continuarem jogando videogame é estimulante para que novos temas e possibilidades possam ser inseridos no mundo dos consoles. Para Raph Koster, videogames são ferramentas de educação que sempre foram usados para habilidades de sobrevivência primitivas (coordenação motora, treinar mira, jogos de guerra, etc) e que podem começar a tratar de novos temas e estimular novas emoções e aprendizados.

 

E pra você, videogames são arte? Reflita ouvindo “Computadores fazem arte” do mundo livre s/a :-P


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