Débora Spitzcovsky 24 de setembro de 2009

O The New York Times publicou, nesta semana, notícia sobre o recuo do gelo do Ártico, atribuído pelos cientistas ao aquecimento global. Mas, ao contrário do que muitos de nós esperamos, o fenômeno não está sendo lamentado.
Isso porque o degelo marítimo no local está tornando realidade um sonho antigo dos navegadores: uma rota de navegação mais rápida entre a Ásia e o Ocidente, que facilita as atividades comerciais entre os dois continentes.
A Rota do Mar do Norte ou Passagem do Nordeste, como é conhecida pelos navegadores, é milhares de quilômetros mais curta do que as rotas habituais do sul, o que, na prática, significa uma viagem com menos semanas de duração.
A empresa de navegação Beluga Group, da cidade alemã de Bremen, é a primeira a testar por inteiro a rota – que deve ser completada no final deste mês – e esta sendo parabenizada por outras empresas do mesmo segmento.
Como medida de precaução, os cargueiros estão sendo acompanhados por quebra-gelos, porque a rota é repleta de grandes blocos de gelo que oferecem risco à navegação. O obstáculo é totalmente previsível, já que compete-se com as forças da natureza.
Afinal, assistir ao processo de destruição do planeta – ainda que ele esteja favorecendo a economia – é motivo para comemorar?
Foto: Divulgação/Earth Charter Foundation
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Ser sustentável é assumir responsabilidades, mudar hábitos e transformar o cotidiano para que todos vivam melhor. Essa é a ideia que o movimento Planeta Sustentável dissemina em seu site e, também, nas páginas de 38 publicações da Editora Abril (e seus sites), entre elas a revista Superinteressante. A gente acredita que é preciso fazer algo e é possível fazer muito, mas já! E isso não é utopia, como mostramos neste blog.
Mônica Nunes
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Débora Spitzcovsky
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É lamentável que exista gente que comemora esse fato…
Como sempre, tudo vale, até mesmo colocar a espécie humana em risco, desde que seja louvado o capitalismo…
Não
Não acho q seja motivo p/ comemorar, afinal, estamos nos referindo à um perigo mto grande, q deve ser analizado de forma preocupante, claro, q as empresas não vão disperdiçar, tal oportunidade, mas isso, ñ deve ser priorizado e sim, uma conciêntização q o planeta está morrendo aos poucos.
Claro que deve-se comemorar… é assim mesmo… vamos ganhar muito dinheiro e depois viver em… hum… Netuno?