Débora Spitzcovsky 5 de outubro de 2011
30 minutos: este é o tempo que um doador de sangue gasta para ajudar a salvar a vida de milhões de pessoas – entre vítimas de acidentes, mães com complicações durante o parto ou a gravidez, crianças anêmicas e pacientes com câncer – que, diariamente, necessitam do tecido. O tempo é mínimo e a prática não oferece nenhum risco à saúde, mas, ainda assim, uma das maiores dificuldades da área da saúde, no Brasil e no mundo, é encontrar pessoas dispostas a doar sangue para suprir a demanda diária dos hospitais pelo tecido.
Nos EUA, cansada de lutar contra essa realidade, a Cruz Vermelha – responsável por cerca de 50% das doações anuais de sangue no país – decidiu tomar uma medida inusitada: presentear os doadores e o “agrado” escolhido foi um pen drive – já que os jovens são o público-alvo da instituição.
Batizado de Bloodriver, o gadget de 2GB é entregue a todas as pessoas que procuram a Cruz Vermelha para doar sangue e vem “recheado” com um vídeo da instituição – o “Blood Circulation: The Story of Where Your Blood Goes From Here” – que explica a importância dessa atitude. No final do filme, os doadores ainda são convidados a fazer parte de um grupo especial – e seleto! – da Cruz Vermelha, no Facebook, para dividir suas experiências a respeito do assunto.
A ideia – pasmem (ou não!) – deu certo e o número de doadores da Cruz Vermelha, sobretudo jovens, cresceu desde que a instituição adotou o lema de recompensar os bons cidadãos. No entanto, tem muita gente – na rede e, também, fora dela – criticando a atitude da Cruz Vermelha, alegando que eles estão estimulando as pessoas a doarem sangue pelo motivo errado. Você concorda?
No Brasil, o problema da falta de doadores também é grande: segundo dados da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, a cada dois minutos uma pessoa precisa de transfusão no país – o que corresponde a 30 pessoas por hora e 720, por dia. No entanto, apenas, 2% da população tem o hábito de doar sangue – enquanto, a porcentagem mínima recomendada pela Organização Mundial da Saúde é de 5% –, sendo impossível atender toda a demanda nacional.
Qual será o melhor caminho para conseguir cada vez mais doadores para os bancos de sangue do Brasil? A propósito, você já doou sangue nos últimos meses?
Imagem: Divulgação/Cruz Vermelha
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Mônica Nunes
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REALMENTE UMA MATÉRIA SUPER INTERESSANTE,DIGNA DA REVISTA.MAS INFELIZMENTE AINDA NÃO IRÁ RESOLVER A ESCASSEZ DE SANGUE NO BRASIL E NO MUNDO,TENDO EM VISTA QUE A DEMANDA DE SANGUE É MAIOR QUE AS DOAÇÕES.TEMOS QUE USAR MAIS AS ALTERNATIVAS AS TRANSFUSÕES. ISSO JÁ É UMA REALIDADE.COMO MÉDICO TRABALHO NUMA EQUIPE QUE CONSEGUIMOS REDUZIR AS TRANSFUSÕES DE SANGUE EM TORNO DE 70% COM UM PROGRAMA DE GERENCIAMENTO E CONSERVAÇÃO DO SANGUE .PARABENS PELA MATÉRIA. ALCEU
Doei sangue uma vez na vida e não volto a doar por falta de vergonha na cara. Mas quanto ao “presentinho”.. achei até melhor do que pagar dinheiro como costuma acontecer nos EUA. Pelo menos não soa tão mercenário.
Eu quero muito ser doador de sangue e de medula. Mas não há banco de sangue em Itajaí, cidade onde moro, ou nas cidades vizinhas.
O melhor que acontece é que um caminhão do HEMOSC vem a cidade as vezes, e distribui 100 senhas por dias pra colher sangue. Mas mesmo assim, não consegui aproveitar essas oportunidades.
As autoridades reclamam da falta de sangue mas não facilitam a doação em alguns ,loocais desse pais.
Na minha opinião, eles foram espertos em fazer essa campanha e devem continuar. Se está ajudando a conseguir mais doadores, porque não? (: