Energia solar em órbita
Débora Spitzcovsky 19 de novembro de 2009

A ideia não podia ter vindo de outro lugar. Os japoneses, que investem cada vez mais em projetos de energia solar, anunciaram mais uma maneira – dessa vez, bem inusitada! – de obter esse tipo de energia: coletá-la do espaço.
A iniciativa é da agência espacial do país asiático, a Jaxa, que contratou um grupo de empresas e pesquisadores para dar início ao projeto, que consiste em construir uma central solar espacial. A ideia é captar a energia do sol, em órbita, e retransmiti-la para o planeta na forma de lasers ou microondas, que seriam captadas por antenas parabólicas gigantes e convertidas em eletricidade.
O projeto é baseado em uma pesquisa da própria Jaxa que aponta que coletar energia solar em órbita barateia o custo do processo, que cairá para um sexto do preço atual, caso a ideia funcione. Isso porque já é provado que a energia do Sol é, pelo menos, cinco vezes mais abundante no espaço.
A agência espacial pretende colocar a tecnologia em operação a partir de 2030, mas, para isso, existem dois empecilhos: primeiro, os testes precisam provar que a técnica, realmente, é possível e, depois, o governo precisa tornar o projeto atraente para os japoneses. Isso porque, de acordo com uma outra pesquisa da Jaxa, as palavras “laser” e “microondas” provocam medo nos asiáticos e levantam dúvidas a respeito da segurança do projeto.
E você, o que acha de captarmos energia solar do espaço?
Foto via Nasa
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Coitado de quem cruzasse com esse raio!
Teria de ser mesmo laser de cor visível já que as microondas fazem parte do espectro invisível da luz.
Num jogo, o Sim City, isso já existia. Para mim a ideia já é velha…
Não fiz nenhum cálculo, mas acho que seria mais viável construir centrais de captação de energia solar cinco vezes maiores aqui na terra mesmo, não?
Realmente, o Jonathan está certo: isso pode ser usado para o mal, infelizmente. O outro problema é a transmissão, pois captar a energia solar no espaço não é lá muuuito avançado, o difícil mesmo é o transporte da mesma, ja que essa história de laser e microondas parece e é perigosa, tanto em mão erradas como em mão inexperientes.
Outro problema é a contrução: será que até 2030 teremos capacidade de construir o que quer que seja que irá ao espaço e coletará a energia? Capacidade não no sentido de potencial, mas no sentido de material, matéria-prima.
a pergunta é: da pra fazer uma SuperArma com isso?