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Argentina aprova casamento gay. Projeto de parceria civil entre homossexuais tramita no Brasil desde 1996 e….

Kleyson Barbosa 15 de julho de 2010

… se tivesse sido aprovada no ano em que foi proposta, o Brasil estaria na vanguarda dos direitos homossexuais.

A decisão do Senado argentino, que aprovou ontem o casamento gay, transforma a Argentina no primeiro da América Latina a permitir o casamento gay. O país é o décimo país no mundo a autorizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, depois de Holanda, Bélgica, Espanha, Canadá, África do Sul, Noruega, Suécia, Portugal e Islândia (nessa ordem).

A lei que autoriza o matrimônio entre pessoas do mesmo sexo foi aprovada depois de 14 horas de discussão, na madrugada desta quinta, 15, e contempla a igualdade de direitos que têm os casais heterossuais, como benefícios sociais, adoção e herança.

Conheça as consequências da legalização do casamento gay para a sociedade.


Copa do Mundo de hits: como o torneio influencia as paradas de sucesso

Redação Super 6 de julho de 2010

por Braulio Lorentz
COLABORAÇÃO PARA A SUPERINTERESSANTE

Quer (mais) um indicativo de que os norte-americanos pouco ligam para aquele famoso esporte jogado com os pés, o tal de “soccer”? Pouco antes, durante e depois da Copa do Mundo, as paradas de sucesso dos EUA sequer sentem cosquinhas. Mesmo com a seleção do Tio Sam fazendo boa campanha, a cantora pop Katy Perry não arredou o pezinho do topo do Hot 100, a parada de singles mais vendidos por lá. Ela, claro, não tem nada a ver com o torneio, além do fato de bater um bolão.

A única canção a subir na lista de preferidas dos americanos por causa do clima copeiro é a dançante “Waka Waka (This Time for Africa)”, tema da Copa 2010 cantado pela colombiana Shakira. Mas a euforia não é tanta assim: só subiu até a 38ª posição. Música escolhida para a campanha da Coca-cola do Mundial 2010, “Wavi’n Flag” patina na parte mais baixa do ranking. Mas nem tudo é pesar para o rapper K’Naan, da Somália. No Reino Unido, onde o futebol é um bocado mais valorizado, a faixa chegou ao segundo posto entre as mais vendidas.

Embora a seleção inglesa tenha sido goleada por 4 a 1 nas oitavas de final pela Alemanha, as paradas britânicas são bem mais boazinhas com as canções futebolísticas. Hino escrito especialmente para o English Team treinado pelo italiano Fabio Capello, “Shout”, na performance dos rappers Dizzee Rascal e James Corden, chegou a liderar o chart para em seguida ganhar um honroso terceiro lugar, no fim de junho.

No mercado europeu, até bandas já finadas lucraram com a Copa do Mundo. A música “World In Motion”, do New Order, voltou ao ranking, em 22º. A canção embalou a chegada da Inglaterra à quarta posição na Copa de 1990. A versão do ex-técnico da seleção inglesa Terry Venables para “If I Can Dream”, conhecida com Elvis Presley, é outra a provar que o futebol é, de fato, uma caixinha de surpresas. Veiculada com certa insistência em uma propaganda televisiva, cravou o 23º lugar.

As paradas britânicas deram uma nova chance a outras duas músicas compostas especialmente para torneios de futebol: uma feita para o Campeonato Europeu de 1996, sediado na Inglaterra (“Three Lions”, cantada por vários artistas) e outra para a Copa do Mundo de 1998 (“Vindaloo”, da banda Fat Les). O english team de cantores agradece.

Já o Brasil, por sua vez, não faz valer o apelido de “país do futebol”. A única faixa esportiva a beliscar uma posição entre as 100 mais tocadas é uma versão de “Wavin Flag”, com partes em português cantadas pela banda mineira Skank. Fora isso, “Tapa Na Cara”, de Zezé di Camargo & Luciano e outros hits sertanejos continuam dominando.


Poderia ser basquete: veja a seleção dos jogadores altos da Copa

Redação Super 1 de julho de 2010

por Braulio Lorentz
COLABORAÇÃO PARA A SUPERINTERESSANTE

Montamos um time só com os jogadores altos deste Mundial. Com esta seleção, jogar a bola na direção da área adversária e torcer para que algo aconteça sempre será a melhor das opções. Para ser escalado na equipe com os grandalhões da Copa do Mundo de 2010, só se o cara tiver mais de 1,90 m. E este é o caso do goleiro holandês Maarten Stekelenburg, que anda fazendo grandes defesas nos últimos jogos. Além do goleiro que torcemos para que não segure muitas bolas no jogo contra o Brasil nesta sexta, o careca Philippe Senderos, da Suíça, é destaque do time recordista de defesa que ficou mais tempo sem tomar gols em Copas.

A altura é o primeiro requisito para valer uma vaga, o que garante a presença de centroavantes mais desajeitados do que goleadores. E para montar essa seleção de gigantes, só mesmo jogando no esquema 4-2-4: com dois zagueiros, dois meias e quatro atacantes. É difícil escalar mais gente no meio-campo por conta da ausência de grandões que joguem nesta parte do campo. Vamos ao time, do goleiro aos centroavantes.

A seleção dos gigantes da Copa 2010

Goleiro

Maarten Stekelenburg (Holanda) 1,97 m


Zagueiros


Per Mertesacker (Alemanha) 1,96 m

Philippe Senderos (Suíça) 1,90 m

Matthew Booth (Austrália) 1,98 m

Giorgio Chiellini (Itália) 1,92 m


Meias


Nwankwo Kanu (Nigéria) 1,97 m

Marcell Jansen (Alemanha) 1,90 m


Atacantes


Sebastian Abreu (Uruguai) 1,93 m

Nikola Zigic (Sérvia) 2,02 m

Peter Crouch (Inglaterra) 2,01 m

Roque Santacruz (Paraguai) 1,91 m


Larissa Riquelme: nós temos o celular dela!

Redação Super 1 de julho de 2010

por Bruno Aragaki / foto: NORBERTO DUARTE/AFP

Nem vuvuzela, nem Jabulani. O objeto de desejo desta Copa do Mundo, quem diria, é um celular do Paraguai. Mais especificamente, o da modelo Larissa Riquelme, que seduziu o mundo ao torcer vigorosamente pela seleção paraguaia desde o primeiro jogo, em Assunção. Enquanto pulava, Larissa segurava o telefone no decote, com muito cuidado para não deixar nada cair.

Não demorou muito para a modelo despontar nos Trending Topic no Twitter, que virou termômetro de popularidade dos assuntos mais comentados no planeta. Há quem diga que era puro marketing – seriam os primeiros passos de uma estratégia (bem sucedida) para promover uma linha de aparelhos, ou uma empresa de telefonia local. Sem negar, nem confirmar, Larissa saiu pela tangente. “Estava mesmo querendo proteger o meu telefone, que toca música, acessa a Internet, é um minicomputador. Tem lugar melhor para guardar?”, disse à Superinteressante usando o mesmo celular. Sim, nós temos o número!

Confira trechos do nosso papo com a modelo:

SUPER – Que celular é esse que você guarda no decote durante os jogos?
Larissa – É da marca N… (ela pediu para a gente não contar). Mas espero que não saia isso. Ainda estou fechando um contrato com uma marca aí.

SUPER – O celular estava “lá” por marketing?
Larissa – O que eu precisava mesmo era proteger o meu telefone, que toca música, acessa a Internet, é um minicomputador. Tem lugar melhor para guardar? Ali, eu sabia que não ia perder (risos).

SUPER – É o mesmo celular que você está usando agora?
Larissa – Isso. Aliás, ele tem um cartão de memória de 2 gigas.

SUPER – Você gosta mesmo de tecnologia?
Larissa – Muito, sou viciada. Sempre que sai um celular novo, eu compro. Gosto de tirar fotos, ver vídeos, ouvir música. Entro no Facebook pelo celular.

SUPER – Você começou a estudar Direito, disse que ia bem em física e química, gosta de tecnologia…
Larissa – É, sou uma pessoa muuuuuuuuuuito curiosa.

SUPER – O que você sabe sobre o Brasil?
Larissa – Sei que o Rio de Janeiro é lindo, gosto de Belo Horizonte, de São Paulo, caipirinhas, essas coisas.

SUPER – Você fala português?
Larissa – ‘Mais ou menos’ (em português).

SUPER – Poderia deixar um recado para os leitores em português?
Larissa – Bem… na verdade faz tempo que não pratico, esqueci bastante. Mas, na próxima entrevista, estarei falando melhor.


Exclusivo: entrevistamos o Bobueno, o joão-bobo inspirado no Galvão

Redação Super 23 de junho de 2010

por Felipe Van Deursen

Chris Anderson posa para foto com Bobueno

Pegando carona no sucesso estrondoso do “Cala a boca, Galvão” (que foi parar no El País, no The New York Times e na capa da VEJA desta semana), um outro personagem volta a ganhar notoriedade nesta Copa. Trata-se do Bobueno, um pequeno joão-bobo, portátil e charmoso, que, segundo pessoas ouvidas pela SUPER, teria sido inspirado no narrador Galvão Bueno. Ele surgiu na Copa de 2006 e logo virou mania entre os boêmios descolados de São Paulo. Após um hiato de quatro anos, Bobueno está de volta (ele está até no Twitter) para mostrar que, entre vuvuzelas, Tadeu Schmidt e entrevistas do Dunga, é possível se divertir na Copa sem importunar as pessoas ao redor. Nós furamos o bloqueio à imprensa criado em torno do Bobueno e conseguimos esta entrevista exclusiva. E, se você ainda acha que ele não é sucesso, o sujeito na foto é o Chris Anderson, editor-chefe da revista americana Wired e autor de A Cauda Longa. De tendência ele entende…

1) O senhor faz questão de frisar que nada tem a ver com personalidades da vida real. No entanto, seu nome, fisionomia e propósito de existência parecem uma clara referência ao hoje mundialmente conhecido narrador esportivo Galvão Bueno, da TV Globo. Tenho que insistir na pergunta: o senhor tem algo a ver com Galvão Bueno?

Sou fã dele, como aliás todo o povo brasileiro.

2) O senhor tomou conhecimento da campanha “Cala a Boca, Galvão”? Tem algo a ver com ela?

Claro que não. Se o Galvão calar a boca, o que será de mim?

3) O que achou dessa pegadinha mundial envolvendo periquitos em extinção, trending topics no twitter, Carnaval, Lady Gaga e Galvão Bueno?

Como disse o grande Galvão Bueno durante uma transmissão, quando a câmera da Globo acidentalmente pegou uma faixa que dizia “Galvão, vá pentear macaco”: “é o bom humor do povo brasileeeeeeeiro”.

4) O senhor tem uma opinião formada sobre as vuvuzelas?

Muito barulho, pouco conteúdo.

5) Correto. E onde o senhor pode ser encontrado?

Na casa de um grupo de amigos que se reuniu em São Paulo, na casa de alguns amigos deles, em um ou outro boteco de São Paulo ou Olinda-PE ou na minha página do Facebook (Bobueno Bobs). Existem outros 1.499 de mim. 500 foram produzidos em 2006, 500 impressos às pressas no mesmo ano quando os primeiros 500 esgotaram em um dia, e mais 500 produzidos agora, em 2010.

6) Esta pergunta é de um leitor: é verdade que o senhor nutre uma profunda admiração por Wilson, a bola de vôlei?

Wilson mostrou o caminho para toda a minha geração. Se um inflável disser para você que nunca o admirou, provavelmente é porque tem inveja. Mas eu prefiro seguir o meu próprio caminho.

7) Em tempos em que até os videogames começam a entrar na era do 3D, é possível que um joão-bobo como o senhor faça sucesso?

Ora, por favor, imagem 3D nenhuma proporciona a satisfação incomparável de encher a mão num objeto macio e acolhedor. Eu sou o verdadeiro 3D.

8 ) O senhor surgiu, pelo que consta, na Copa da Alemanha (aquela do “Ah, Itália”). Podemos esperar seu retorno em 2014? Como será este retorno?

Olha, eu sofri muito nos últimos 4 anos. Fui acusado de ser pé-frio (e nem pé eu tenho!). Fui humilhado. Pior: fui esquecido. Como se tivesse sido eu que baixei a meia do Roberto Carlos. Como se fosse minha a culpa por Parreira estar mais a fim de passear na Alemanha do que de treinar o time. Não sei se eu seria capaz de suportar algo assim uma outra vez.

9)Por falar nisso, quais as expectativas do senhor para uma Copa no Brasil?

Eu vivo o presente. Não gosto de tentar prever o futuro. Mas preciso admitir que tenho um sonho. Sonho com uma cena: o Piritubão lotado, em junho de 2014, na abertura da Copa, com 60.000 bobuenos ocupando as arquibancadas. E aí, quando algum comentário infame soar, se ouve um som. Não o irritante “fuó” das vuvuzelas. Mas o sublime “tuf” de milhares de bobuenos balançando ao mesmo tempo. Só de pensar nisso me emociono.


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