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Congresso americano considera pizza um vegetal

17 de novembro de 2011


Vegetalzão super saudável (Imagem: Getty Images)

As crianças vão comemorar, mas não por bons motivos. O congresso americano lançou nesta segunda-feira a versão final de um projeto de lei que permite que a massa de tomate usada nas pizzas entre na cota dos vegetais que devem ser oferecidos diariamente nos almoços das escolas americanas (que são subsidiados pelo governo federal).

Na verdade, a legislação em vigor já permitia contar essa quantidade de extrato de tomate. Mas o presidente Obama e o Departamento da Agricultura dos EUA (USDA) queriam deixar as regras mais rígidas, determinando que outros vegetais entrassem na refeição para completar a cota. O plano que Departamento de Agricultura propôs no início deste ano também incluía a limitação das batatas fritas no almoço a apenas duas vezes por semana (muitas escolas servem isso diariamente), restringia a quantidade de sódio nos alimentos e aumentava a quantidade de grãos inteiros a serem consumidos. O projeto de lei dos republicanos no Congresso barra esses esforços, cedendo a um lobby intenso – que inclui 5,6 milhões de dólares na jogada, segundo o The Slatest – das indústrias alimentícias.

Em um país que tem 12,5 milhões de crianças obesas, de acordo com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano, os estudantes continuarão comendo os alimentos errados diariamente nas escolas – e quem paga por essas refeições é o próprio governo.

Republicanos no Congresso defenderam o projeto de lei dizendo que o governo federal não deve dizer aos seus filhos o que eles podem comer. Além disso, eles disseram que a nova regulamentação irá “prevenir regulamentos excessivamente pesados e caros para o Estado e vai oferecer maior flexibilidade para os distritos escolares locais melhorarem a qualidade nutricional das refeições”.

Mais de 100 oficiais militares aposentados enviaram uma carta aos líderes do Congresso instando-os a rejeitar o projeto de lei e todas as medidas que possam enfraquecer o USDA. Eles apontam para os dados do Departamento de Defesa dos EUA, que indicam que a obesidade é o principal fator médico a desqualificar pessoas para o serviço militar e 1 em cada 4 jovens adultos não puderam se juntar às forças armadas por estarem acima do peso.

Via Associated Press e Washington Post


Poluição espacial preocupa cientistas

8 de setembro de 2011


95% dos pontinhos brancos desse modelo feito pela Nasa é lixo espacial

Não bastasse a da Terra, agora é a poluição espacial que está provocando dor de cabeça nos cientistas. Um grupo de especialistas da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos alertou na semana passada que o número de detritos orbitando o nosso planeta atingiu um ponto crítico e pode ameaçar a segurança de engenheiros espaciais e astronautas.

O lixo espacial é composto por restos de naves, satélites desativados, lascas de tinta e até ferramentas perdidas por astronautas em suas explorações espaciais. Os objetos têm tamanho variado. Em 2008, a Nasa havia contabilizado aproximadamente 17 mil destroços acima de 10 centímetros, 200 mil entre 1 e 10 centímetros e dezenas de milhões de partículas menores que 1 centímetro. A situação fica mais crítica considerando que o número elevado de fragmentos aumenta as chances de eles entrarem em colisão e criarem novos resíduos.

Como esses objetos giram em órbita na Terra a uma velocidades de até 28 mil quilômetros por hora, a colisão teria força suficiente para danificar um satélite ou até uma nave. Isso aconteceu em junho deste ano, quando os tripulantes da Estação Espacial Internacional (ISS) tiveram que buscar refúgio em uma nave de emergência por causa de um dejeto espacial que passou a apenas apenas 250 metros do módulo.

30% do lixo espacial pode ser atribuído aos Estados Unidos. A China foi considerada uma das culpadas pelo aumento do número de detritos quando, há quatro anos, testou mísseis que pulverizaram um satélite em 150 mil fragmentos.

Os cientistas da Academia Espacial cobraram medidas da Nasa, mas reconhecem que não é fácil resolver o problema – ainda mais agora que houve cortes orçamentários e a Nasa teve que diminuir suas despesas. Além disso, os EUA não podem limpar a sujeira de outros países porque existe um princípio jurídico internacional que diz que nenhuma nação pode colher os objetos de outras no espaço.

De qualquer forma, não existe uma tecnologia específica para limpar o espaço. Existem apenas recomendações e algumas ideias (redes gigantes, um lixeiro espacial robótico), que raramente são colocadas em prática por serem caras demais.

É importante notar que nem tudo o que está circulando pelo espaço permanece em órbita: os detritos vão perdendo altitude aos poucos e acabam caindo na Terra. Mas não precisa ter medo de ser atingido na cabeça por algum deles: a chance é muito pequena de isso acontecer. Na maioria das vezes, o lixo acaba queimando antes e, quando consegue atravessar a atmosfera, ainda enfrenta a probabilidade de cair no mar, já que os oceanos ocupam 75% da superfície terrestre.


O mistério da Área 51 é revelado: nada de ÓVNIS

31 de maio de 2011

Você provavelmente já ouviu falar da tal Área 51, uma base militar de segurança máxima que fica no meio do deserto nos Estados Unidos, onde supostamente eram realizadas experiências com naves espaciais e contatos alienígenas. O mistério, que durou décadas, chegou ao fim. E não sobrou nem um ET para contar a história.

Para o engenheiro Thornton “T.D.” Barnes, que trabalhou na Área 51 durante a Guerra Fria, todos os mitos em torno do lugar se devem ao mistério que o próprio governo fez em relação à região. “Por quase 30 anos, ninguém sabia da existência dessa base. Nem nossos próprios familiares sabiam onde estávamos e o que fazíamos durante todo o tempo que passávamos lá”, contou ele hoje em uma conferência por telefone. Só nos anos 90 é que o governo americano reconheceu a existência da base.

A Área 51 fica no deserto de Nevada, a 133 km de Las Vegas. Aparentemente, até mesmo os supostos túneis e passagens subterrâneas misteriosas são mito. O canal National Geographic vai explorar esse assunto com o especial “Os Mistérios da Área 51”, que estreia na segunda-feira, dia 6 de junho, às 22h. O programa contará com a participação de Barnes, que foi convidado pela CIA por volta do fim dos anos 60 para participar de projetos especiais dentro da base militar e, dentre outros trabalhos até hoje confidenciais, teve um papel importante em desmontar e remontar o primeiro MiG (avião de caça) soviético já obtido pelos Estados Unidos.

Na Área 51, Barnes ajudou a desenvolver o A-12 OXCART, um avião espião supersecreto. Eram realizados testes com a nave a 90 mil pés de altura, o que impedia quem morava perto da região de avistar a nave. Mas eles podiam ver suas luzes – o que, acredita o engenheiro, teria dado origem aos rumores sobre OVNIS.

Lugar chato

Mas, para o desânimo de quem esperava histórias mirabolantes envolvendo seres de outros planetas, T.D. Barnes garante: “Não temos conhecimento de nenhuma vida fora do planeta e não há conexão nenhuma da Área 51 com OVNIS”.  Segundo ele, lá você só encontraria aeronaves feitas por humanos, mesmo. Em uma entrevista para a ABC News em 2009, ele foi ainda mais enfático: “Os OVNIS somos nós”, afirmou e, comparando seu trabalho ali com o de missões em que já trabalhou em sua vida, ainda completou: “A Área 51 foi o lugar mais chato em que eu já trabalhei”.

No fim, esses rumores ajudaram a esconder o verdadeiro objetivo da base militar, o que foi bom para o governo. Foi importante manter segredo por uma questão estratégica e de segurança nacional – afinal, eles desenvolviam caças e armas para a guerra e estudavam a tecnologia inimiga ali. Mas, agora que o programa OXCART e outros foram descartados pelo exército americano, Barnes e seus colegas foram liberados para deixar o mundo saber no que trabalhavam. “Percebemos que muitos dos trabalhos desenvolvidos ali não teriam mais uso prático, mas ainda poderiam ser úteis para a educação da população e seriam importantes para os livros de História”, explicou ele.

O programa do canal NatGeo faz parte da Semana Especial “Invasão Extraterrestre”, que terá especiais abordando a possibilidade de um ataque alienígena e mostrando como os órgãos de segurança pelo mundo estão se preparando. Os programas serão exibidos entre os dias 5 e 10 de junho, sempre às 22h.